A loucura heterofóbica invade a universidade americana. Coloquem estas senhoras na camisa de força

Junho 30, 2009

Equipe de pesquisadoras culpa filmes infantis por perpetuarem a “heteronormatividade”

Kathleen Gilbert

ANN ARBOR, Michigan, EUA, 24 de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Pesquisadoras da Universidade de Michigan concluíram que as estórias de amor dos clássicos da Disney e outros filmes infantis — tais como a Pequena Sereia — são parcialmente culpados pela expansão do que elas rotulam “heteronormatividade”.

“Apesar da suposição de que os meios de comunicação infantis são livres de conteúdo sexual, nossos estudos indicam que esses meios de comunicação retratam um rico e predominante panorama heterossexual” escreveram as pesquisadoras Emily Kazyak e Karin Martin, num relatório publicado na edição mais recente da publicação Gênero & Sociedade, da Sociedade de Mulheres Profissionais de Sociologia (MPS).

Kazyak e Martin disseram que estudaram o papel de relacionamentos heterossexuais em vários dos mais importantes filmes infantis produzidos entre 1990 e 2005.

Os resultados, dizem as pesquisadoras, ilustram dois modos como os filmes infantis “constroem a heterossexualidade”: por meio de “representações de amor romântico hetero como excepcionais, poderosos, transformativos e mágicos”, e “representações de interações entre corpos sexuais em que os personagens do sexo feminino são sujeitos ao olhar atento dos personagens masculinos”.

“Os personagens apaixonados são cercados por música, flores, velas, magia, fogo, balões, roupas, luzes diminuídas, danças e banquetes cuidadosamente feitos”, observaram as pesquisadoras. “Vagalumes, borboletas, pôr-do-sol, vento e a beleza e o poder da natureza muitas vezes fornecem o ambiente — e uma conexão para a naturalidade — do amor romântico hetero”.

O comunicado à imprensa de MPS sobre a pesquisa culpou o que chamaram das “velhas idéias” de relacionamentos românticos, especificamente aqueles que se acham nos contos de fadas dos Irmãos Grimm. Esses contos em muitos exemplos inspiraram o enredo dos filmes para “tais representações pesadamente heterossexuais e glorificaram representações de relacionamentos heterossexuais”.

A equipe diz que os resultados apontam para a questão de que a heterossexualidade alcançou uma “condição que ninguém questiona” “porque o romance hetero é mostrado como poderoso”.

“As construções comuns e excepcionais de filmes heterossexuais trabalham para normalizar sua condição porque fica difícil imaginar qualquer coisa diferente dessa forma de relacionamento social ou qualquer um fora desses compromissos”, concluíram elas.

“Esses filmes fornecem representações poderosas de uma heterossexualidade complexa e predominante que provavelmente facilita a reprodução da heteronormalidade”.

O comunicado à imprensa de MPS concluiu: “O Presidente Obama declarou que junho é o Mês do Orgulho Gay, mas os filmes e desenhos para crianças continuam a perpetuar uma mensagem menos inclusiva, deixando os que estão de fora de seus limites com pouco com que construir seus próprios sonhos de um final feliz”.

A especialidade em sexualidade Dra. Judith Reisman disse para LifeSiteNews ontem que o estudo “politicamente correto” revela “a dominação crescente da heterofobia nos meios acadêmicos e a propagação de heterófobos entre os profissionais do sexo feminino”.

“Agora, se as Damas da Sociedade de Sociologia acharem que a pornografia está se tornando a heteronorma e que a Disney está contribuindo para essa forma do que é realmente heterofobia, elas poderiam ter algo mais a defender”, comentou Reisman.

“Contudo, as Damas da Sociedade de Sociologia parecem favorecer a propaganda homoerótica infantil, conforme dita a atua linha partidária dos meios acadêmicos”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Veja o artigo original aqui: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jun/09062404.html

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Não houve “golpe de Estado” em Honduras

Junho 30, 2009

Mídia Sem Máscara.

Graça Salgueiro | 30 Junho 2009
Notícias Faltantes Foro de São Paulo


Terroristas-zelaya-nicaraguaOra, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por “delito de traição à Pátria”, e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.

Tegucigalpa, capital de Honduras, amanheceu ontem em polvorosa, quando militares do Exército invadiram às 5 h. da manhã o palácio presidencial, tiraram de lá o presidente Manuel Zelaya e o despacharam para a Costa Rica. Este gesto heróico e histórico visava a evitar que se realizasse um referendo, convocado ilegalmente por Zelaya para a criação de uma Assembléia Constituinte, cuja meta era anular a Constituição de 1982 e em seu lugar criar uma nova que permitisse a reeleição presidencial indefinidamente.

Zelaya foi eleito em 2006, através de eleições limpas e democráticas, pelo Partido Liberal (de direita), e realizava um governo normal até ser picado pelo ferrão de Chávez; com isso deu uma guinada de 360% em sua postura político-ideológica causando estranheza até em seus correligionários. Chávez o convenceu a participar da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) e a partir de então, através de favores, começou o monitoramento. Zelaya tornou-se “bolivariano”, foi a Cuba lamber as botas de Fidel que não lhe poupou elogios, e passou a alimentar a idéia totalitária de perpetuar-se no poder como já está concretizado na Venezuela e na Bolívia.A Constituição hondurenha não permite reeleição e é muito clara em seu posicionamento a quem descumpra tal determinação, conforme atestam os artigos abaixo:

“ARTIGO 4 – A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercida por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem relações de subordinação.

A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.

ARTIGO 42 – A qualidade de cidadão se perde:

1. Por prestar serviços em tempo de guerra a inimigos de Honduras ou de seus aliados;

2. Por prestar ajuda contra o Estado de Honduras, a um estrangeiro ou a um governo estrangeiro em qualquer reclamação diplomática ou ante um tribunal internacional;

3. Por desempenhar no país, sem licença do Congresso Nacional, emprego de nação estrangeira, do ramo militar ou de caráter político;

4. Por restringir a liberdade de sufrágio, adulterar documentos eleitorais ou empregar meios fraudulentos para burlar a vontade popular;

5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República, e,

6. Por residir os hondurenhos naturalizados, por mais de dois anos consecutivos no estrangeiro, sem prévia autorização do Poder Executivo.

Nos casos a que se referem os incisos 1 e 2, a declaração da perda da cidadania será feita pelo Congresso Nacional, mediante expediente circunstanciado que se faça para o efeito. Para os casos dos incisos 3 e 6, tal declaração será feita pelo Poder Executivo mediante acordo governativo; e para os casos dos incisos 4 e 5, também por acordo governativo, anterior à sentença condenatória ordenada pelos tribunais competentes”.

Ora, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por “delito de traição à Pátria”, e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.

Apesar de todas essas evidências, quando os militares depuseram Manuel Zelaya do cargo que – a partir de então – ocupava ilegalmente, em defesa da Constituição, do Estado de Direito, do império da Lei e da garantia da Ordem, Chávez encabeçou um movimento junto com seus capachos Ortega e Correa, chamando o ato legítimo de “golpe de Estado”. Imediatamente, como rastilho de pólvora, todos os outros camaradas pertencentes à ALBA e ao Foro de São Paulo saíram em defesa da “restituição imediata de Zelaya ao seu legítimo posto de presidente”.

As declarações dadas por Lula, Correa, Ortega, Fidel e Chávez beiram a insanidade, sobretudo porque nenhum deles tem moral para acusar de “golpistas” àqueles que apenas fizeram valer o direito constitucional, além de serem eles mesmos golpistas em seus países. Chávez deu dois golpes de Estado, deixando mais de 30 mortos e centenas de feridos antes de chegar legalmente ao poder; Ortega idem, com seu terrorismo sandinista e Fidel, o que dizer deste abominável excremento humano que até hoje mantém um país inteiro seqüestrado desde há 50 malditos anos?

Hillary Clinton declarou que “Isto deve ser condenado por todos. Chamamos todas as partes em Honduras a respeitar a ordem constitucional e o império da lei”, mas esta comunista ordinária sabia o que pretendia o deposto Zelaya para fazer afirmação mais estúpida e desconectada da realidade? Lula, por sua vez, disse que “Não podemos aceitar mais, na América Latina, que alguém queira resolver seu problema de poder pela via do golpe”, mas o que tem feito há dez anos seu amigo golpista e mentor de todos os delinqüentes, Hugo Chávez, sempre com seu irrestrito apoio? Quando o golpe – de fato – é dado pelas esquerdas, tudo é correto e aceitável; entretanto, quando aqueles que respeitam as Leis e a Ordem se insurgem contra os querem destruí-las, estes psicopatas são os primeiros a causar tumulto e a incitar o povo à rebelião.

Hoje, reunidos na Nicarágua já com o presidente deposto (que chegou num avião enviado expressamente pelo governo da Venezuela – a revelia do povo venezuelano), Chávez, Ortega e Correa chamaram os defensores de Zelaya “à rebelião contra os golpistas”. Segundo Correa, “Os soldados, jovens e os oficiais não comprometidos com a oligarquia não têm porque obedecer ordens ilegais, e por isso devem se rebelar contra essa cúpula corrupta”. Chávez foi mais longe: “Eu tenho certeza de que aos golpistas de Honduras e a esse presidente espúrio e usurpador e os que o apóiam, lhes esperam a mesma sorte que a oligarquia venezuelana”. Isto não é crime previsto em lei? Não existe aí uma ameaça velada?

Ademais, o presidente Micheletti assegurou que 12 assessores nicaragüenses e venezuelanos chegaram a Honduras para colaborar com Zelaya e foram recebidos por pessoal da Casa Presidencial, e que o material eleitoral que seria utilizado ontem no referendo chegou ao país em aviões venezuelanos, segundo informações da Força Aérea Hondurenha. Isto não é ingerência nos assuntos internos de outro país ou Chávez já considera Honduras mais um “quintal” seu?

Por seu lado, a União Européia qualificou de “inaceitável” o derrocamento do governo hondurenho, enquanto Barak Obama declarou que o ocorrido neste fim de semana é “um golpe de Estado ilegal e que Manuel Zelaya continua sendo o presidente legítimo do país centro-americano”. José Miguel Insulza, secretário geral da OEA, disse que “esse organismo está disposto a um diálogo com Honduras unicamente se Zelaya for restituído como presidente”, reiterando que no continente “os militares golpistas não têm cabimento”. Por outro lado, o presidente da Assembléia Geral da ONU, o “ex” terrorista sandinista Miguel D’Escoto convidou Zelaya à Assembléia tão logo seja possível. E a rebelião de fato já começou, com os defensores de Zelaya descumprindo acintosamente o toque de recolher, depredando os arredores do Palácio, queimando pneus e afrontando a Polícia que está reagindo apenas com a dispersão através de bombas de gás lacrimogêneo.

O bispo auxiliar de Tegucigalpa, Dom Darwin Andino, com uma visão bastante lúcida da realidade declarou que “o país não pode se entregar ao chavismo”, não escondendo sua preocupação ao perceber que “em Honduras está se dando o mesmo que se deu na Venezuela, na Bolívia e no Equador ao somar-se às iniciativas políticas de Chávez. Daqui eu vejo tudo na mão do presidente venezuelano Hugo Chávez, e o país não pode se entregar ao chavismo nem a ninguém, pois queremos continuar sendo livres e independentes”.

Diante da afronta internacional que vem sofrendo o presidente empossado, Roberto Micheletti declarou que “não se rompeu a ordem institucional; temos feito o que manda a lei”, no que é respaldado pela Corte Suprema de Honduras que declarou em um comunicado: “As Forças Armadas, como defensoras do império da Constituição, atuaram em defesa do Estado de Direito, obrigando a cumprir as disposições legais aos que publicamente manifestaram e atuaram contra as disposições da Carta Magna”.

E eu já estava encerrando este artigo quando chega a confirmação, através de uma carta que o presidente do PRD (Partido da Revolução Democrática – de extrema esquerda) do México enviou à embaixadora hondurenha naquele país, de que por trás desse exagerado apoio à ilegalidade estão a OEA, o Grupo do Rio, a ONU, a União Européia, a Internacional Socialista e o Foro de São Paulo, organizações que reúnem a escória política do mundo.

Honduras é um país pequeno, pobre e fraco, apesar de ter militares e políticos dignos que provaram com esta atitude que nem todos se deixam intimidar por delinqüentes arrogantes como Chávez e sua gang internacional. Entretanto, a pressão exercida desde fora está sendo muito grande e intensiva, pois uma coisa que as esquerdas têm décadas de prática – e por isto exercem muito bem – é em mobilização de massas; eles sabem como esmagar o inimigo, comprando consciências, difamando, distorcendo fatos, plantando desinformação. Oxalá o novo presidente e suas gloriosas Forças Armadas possam resistir com bravura a tantos ataques de uma só vez e de todos os lados, pois o que Chávez e esses grupos coordenados pelo Foro de São Paulo pretendem é repetir o que ocorreu na Venezuela em 11 de abril de 2002, em que Chávez acabou voltando ao poder. Se isto acontecer e Zelaya voltar, o massacre vai ser grande, a repressão aos opositores vai ser violenta e os hondurenhos podem dar adeus à democracia. Os venezuelanos que me desmintam se puderem…


A Liberdade de Expressão como um Direito de Propriedade

Junho 30, 2009

Mídia Sem Máscara

Klauber Cristofen Pires | 30 Junho 2009
Artigos Direito

(inspirado no livro Ethics of Liberty, de Murray N. Rothbard)

Quando falamos sobre liberdade, é usual nos referirmos a alguma liberdade específica: liberdade de opinião e de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade intelectual e artística, liberdades do mar, e assim por diante.

Talvez porque a conquista da liberdade tenha se dado de forma tão sofrida, obtida com tanto sacrifício, depois de tanto sangue derramado, e depois de pelo menos três milênios desde que tal conceito tenha começado a ganhar significado, é que hoje usufruamos de, digamos assim, tantas destas.

Nada mal, e nem seria justo criticar quem no passado tenha lutado com tanto sacrifício por qualquer uma. Entretanto, talvez seja a hora de darmos um passo adiante, para compreendermos melhor a doutrina da liberdade, no que tange à sua amplitude e aplicação.

Segundo os austríacos, não há que se falar em liberdades “para alguma coisa”. Para eles, a liberdade é um direito pleno do ser humano, de tal modo que, houvéramos nascido em um mundo idealmente livre, tal palavra nem sequer teria existência em nossos dicionários. A liberdade é o nosso estado natural, não fazendo sentido, pois, como desejamos tratar adiante neste artigo, da chamada “liberdade de expressão”.

Sobre o que vamos discorrer agora é de suprema importância quando percebemos que, lado a lado com cada liberdade específica, surgem logo as exceções e restrições, e às vezes, até mesmo injustificáveis privilégios. Eis aí o problema: quando as liberdades são tratadas em separado, de forma específica, surgem desde logo as tentações para cerceá-las, justamente por que assim fica mais fácil. A liberdade específica não é encarada como um estado natural do indivíduo, mas como uma concessão do estado, mais propriamente, algo que possa ser regulamentado “em prol do interesse público”.

Se nos detivermos no problema da liberdade de expressão, veremos onde chegamos ao tratarmos de forma tão equivocada a questão da liberdade. Nossa Constituição, por exemplo, é “danadinha” neste aspecto. Somente em relação à liberdade de expressão, há, por exemplo, o direito de reunião, que autoriza as pessoas a se aglomerarem em qualquer via pública, não sendo para tanto, mais que necessário, avisar com antecedência o poder público. Só por causa disto, usualmente os cidadãos das grandes cidades ficam prejudicados, ou mais propriamente, têm o direito de ir e vir seqüestrado por gente que entende que suas reivindicações políticas ou salariais são mais importantes que os direitos jurídicos já consolidados de milhares de outros. Vejam que incongruência: reivindicar direitos é mais importante que respeitar os já consolidados!

Também a liberdade de expressão fica cerceada quando o estado começa a inventar coisas como diploma de jornalismo, conselho de jornalismo, e que tais. Ora, esta profissão se vale da expressão como ferramenta de trabalho, mas não há absolutamente nada – em termos de fundamento – que deva proibir qualquer pessoa de transmitir notícias e opiniões, e são prova disso tanto os blogs, que exponenciaram aos céus tal possibilidade, quanto o currículo de alguns dos maiores jornalistas de nosso país, que jamais obtiveram diploma ou foram sindicalizados.

O grande problema da liberdade tratada de forma específica, e no caso do assunto aqui em tela, ou seja, a liberdade de expressão – é que, por ser categorizada de forma errônea, surgem cada vez mais casos onde exceções e restrições se façam necessárias, oferecendo com isto o pretexto para os seus inimigos defenderem seu controle ou até mesmo a sua extinção. Imaginemos, por exemplo, se no meio da execução da ópera Aída, alguém decidisse, de dentro da platéia, começar a cantar o tico-tico no fubá. A rigor, tal pessoa estaria exercendo a sua liberdade de expressão também. Contudo, alguma coisa, meio que intuitiva, nos avisa que, embora cantar o “tico-tico lá, o tico-tico cá..” não seja exatamente uma coisa feia, errada se torna no meio de um teatro.  Imaginemos, ainda, um caso mais usual, quando observamos a má conduta de algumas pessoas, sobretudo estudantes, em eventos tais como congressos e seminários, a tal ponto que muitas vezes logram êxito em inviabilizar-lhes a realização.

Entre os liberais austríacos, todos estes entraves são resolvidos a partir de uma perspectiva bem diferente. Sem nem sequer pensar em restringir a liberdade de ninguém, o que entendemos por “liberdade de expressão”, por eles é tratada segundo o direito de propriedade! De uma só tacada, todos os problemas assim desaparecem. Isto porque, o que se vai dizer, quem vai dizê-lo e o modo como será dito são determinados pelo dono do evento! Simples assim!

Então vejamos: se eu compro um ingresso de cinema, na mesma hora eu faço a minha adesão a um contrato. Este contrato estabelece algumas normas: não usar o celular, não tirar fotografias, não importunar a sessão. Quem quer que pense em cantar lá o tico-tico, estará não intuitivamente, mas objetivamente quebrando o contrato, e autorizando o dono a usar da força, se necessário, para colocar esta pessoa para fora. Em eventos do tipo reunião, dá-se o mesmo: em um congresso de médicos, não há quem tenha o direito de protestar contra o desmatamento da Amazônia, ou mesmo sobre questões que em aparência digam respeito, como por exemplo, a questão do uso de células-tronco, se os donos do evento não tiverem previsto a abordagem de tal assunto. Quem quer que deseje protestar contra o desmatamento da Amazônia ou o uso das células-tronco, que monte seu próprio evento!

No caso dos bens públicos, o problema se torna um pouco mais difícil de resolver, mas isto justamente é porque temos esta entidade chamada estado. Mas ainda assim, é um problema apenas aparente. Bem entendida a questão da liberdade de expressão, isto é, como decorrente do direito de propriedade, torna-se claro que determinadas atividades hoje exercidas pelo estado nem sequer deveriam existir, tais como tv’s públicas, patrocínios a filmes e peças de teatro, etc. Todas estas manifestações intelectuais e artísticas deveriam estar a cargo exclusivo das mãos privadas.

Já quanto aos bens públicos, propriamente, o seu uso deveria estar restrito à finalidade precípua para o qual foram criados. No caso de grandes avenidas, torna-se evidente que é uma injustiça que alguns cidadãos, para reivindicarem direitos, seqüestrem os já existentes dos demais, sendo que eles podem usar espaços tais como as praças públicas, inclusive os coretos que nelas abundam, sem uso. De outra forma, se outro evento já existe em algum destes lugares, ainda assim o direito de propriedade, usado de forma análoga, pode ser usado, para definir como o possuidor de direito aquele que ocupou o determinado espaço antes (apropriação original).

Obs.: Desde que traduzi o livro “A Theory of Capitalism and Socialism”, decidi que não escrevo mais estado com a inicial maiúscula. Obrigado pela compreensão.

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Artigo – Olavo de Carvalho

Junho 30, 2009

Ameaça ostensiva

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 29 de junho de 2009

O colunista Bob Herbert – aquele mesmo segundo o qual John McCain não parou de fazer insinuações racistas durante a campanha eleitoral de 2008, embora o restante da espécie humana não as ouvisse – publicou no New York Times do último dia 20 um artigo bastante esclarecedor. Esclarecedor mesmo: basta lê-lo para compreender por que aquele jornal vai diminuindo de tiragem a cada ano e já está à beira da falência, tendo sido obrigado a arrendar metade do seu edifício-sede para arcar com seus custos de produção.

O artigo, é óbvio, não fala de nada disso. Apenas exemplifica, ao tratar de assunto completamente diverso, o tipo de demagogia alucinada que a publicação do sr. Sulzberger passou a aceitar como jornalismo desde há mais de uma década, pagando esse capricho de esquerdista rico com uma desmoralização aparentemente irreversível. Desmoralização que só os jornalistas brasileiros não notaram, pelo simples fato de que em geral nada lêem da mídia estrangeira exceto o próprio New York Times (e o Monde Diplomatique, que é mais mentiroso ainda). Mas não há nisso nada de inusitado: a degradação do NYT, afinal, não completou o prazo regulamentar de trinta anos exigido para que os fatos do mundo sensibilizem o cérebro nacional.

Herbert assegura que os três crimes mais chocantes ocorridos no território americano nas últimas semanas – os assassinatos do médico abortista Tiller, de três policiais em Pittsburgh e de um guarda do Museu do Holocausto em Washington D.C. – foram causados pela propaganda direitista contra o governo Obama.

Ele alerta às autoridades que os “ataques foram motivados pelo ódio direitista: são apenas o começo e o pior está por vir” – donde se conclui facilmente que o governo precisa fazer alguma coisa para tapar a boca dos agitadores, especialmente, segundo Herbert, a National Rifle Association (NRA), cujo presidente, Wayne La Pierre, exorta continuamente os membros da entidade a lutar contra qualquer tentativa governamental de privá-los de suas armas de fogo.

Vamos agora aos fatos:

1. Segundo a polícia, o assassino do dr. Tiller não é militante de nenhuma organização anti-abortista, cristã ou conservadora: é um doente mental, já cometeu outros crimes e não disse uma só palavra que sugerisse motivações morais ou ideológicas. É até possível – mera suposição, que Herbert toma como certeza absoluta – que ele tenha reagido, de maneira insana, à notícia de que o médico era responsável pelas mortes de milhares de crianças, muitas delas saudáveis e completamente formadas, já no nono mês de gestação; mas essa notícia não é propaganda direitista de maneira alguma: é um fato reconhecido por toda a mídia e alardeado, com orgulho, pelo próprio Tiller, sob o nome de socorro humanitário a pobres mulheres privadas do conhecimento das camisinhas ou dos benefícios incalculáveis da esterilização preventiva. Caso as organizações anti-aborto estivessem mesmo induzindo alguém à prática da violência, os primeiros a atender a esse apelo deveriam ser seus próprios militantes. Estranha propaganda, essa, que nenhum efeito exerce sobre seu público-alvo mas vai influenciar, à distância, um maluco que jamais mostrou qualquer interesse pela causa anti-abortista! O mesmo fenômeno observa-se, aliás, na NRA: seus milhões de membros armados até os dentes insistem em não cometer crime algum, deixando irresponsavelmente essa tarefa para pessoas de miolo mole que jamais freqüentaram a organização.

2. O autor dos disparos no Museu do Holocausto foi retratado pela mídia como um fanático anti-semita, coisa que ele é mesmo. Mas ele é também um evolucionista roxo e anticristão odiento – um dado cuidadosamente omitido não só por Herbert mas também pela seção noticiosa do New York Times, e que por si já basta para mostrar que o criminoso nada tem a ver com a direita americana; direita que, para a desgraça total das especulações herbertianas, é tão notoriamente pró-judaica que os esquerdistas em massa a acusam de ser um bando de vendidos à “internacional sionista”. Herbert repete o engodo de Michael Moore, que, para lançar sobre os conservadores a culpa moral pelo massacre de Columbine, omitiu de propósito a informação de que os autores do crime o cometeram num acesso de ódio ao cristianismo. O mesmo truque sujo foi usado no caso da Virginia Tech, quando a grande mídia unânime escondeu do público que o assassino, um imigrante coreano, fora doutrinado por uma professora esquerdista, militante black radical, na base do slogan “Morte aos brancos, morte aos judeus”. Quando a inspiração ideológica é direta, comprovada, explícita e vem da esquerda, é preciso escondê-la a todo custo, inventando, em contrapartida, as mais artificiosas associações de idéias para criminalizar cristãos e conservadores. Herbert não é, nisso, nem um pouco original: segue a regra estabelecida.

3. Quanto ao assassino dos três policiais, o site de fiscalização midiática Slate, confrontando as várias notícias, concluiu que não há como classificar o sujeito de extremista, seja de direita, seja de esquerda, já que ele é uma cabeça confusa demais para compreender o sentido político do que faz. Embora ele tenha declarado temer o desarmamento forçado da população, não consta que ele jamais tivesse lido a respeito em revistas ou folhetos da NRA. A única fonte que ele citou sobre o assunto foi o site neonazista Stormfront, publicação tão representativa da direita americana que chega a rotular Obama de conspirador sionista, enquanto os sionistas de verdade e os conservadores em peso preferem julgá-lo, como disse recentemente Morton Klein (líder da Zionist Organization of America), “o presidente americano mais anti-Israel de todos os tempos”, empenhado, segundo o rabino Pomerantz, em “criar um clima de ódio contra os judeus”.

Forçando a especulação de intenções sutis até o último limite da inversão completa, Herbert procura persuadir os leitores de que a pregação conservadora é uma ameaça potencial à segurança pública dos EUA (aviso que chega a ser psicótico numa época em que americanos são mortos todas as semanas sob os aplausos da esquerda mundial), mas não consegue esconder que seu apelo ostensivo à ação governamental contra esses alegados subversivos é uma ameaça real e presente ao direito de livre expressão. Tendo em vista os esforços da esquerda democrata para restaurar a Fairness Doctrine e tirar dos conservadores metade do tempo que eles têm no rádio, torna-se uma simples questão de realismo parafrasear o próprio Herbert e concluir que essa ameaça “é apenas o começo e o pior está por vir”.

Neste e em outros artigos, Herbert pinta os EUA como nação recordista de crimes violentos, causados – é claro! – pelos milhões de armas legais nas mãos de seus cidadãos. Mas o curioso não é que ele apele a esse estereótipo bocó: o anti-americanismo interno prima por evitar comparações internacionais que o desmentiriam no ato (por exemplo, a criminalidade na Inglaterra multiplicando-se por quatro desde a proibição das armas de fogo). O curioso é que, lido num país como o nosso, que tem dez vezes mais crimes violentos do que os EUA, com metade da sua população e um número ínfimo de armas legais, o besteirol de Herbert não suscite automaticamente, pela simples confrontação dos números, o riso de escárnio que merece, e sim o respeito e a consideração devidos ao jornalismo sério.


Até quando as pessoas de bem serão abertamente violadas neste país?

Junho 29, 2009

Do Blog de Rizzatto Nunes

Os irmãos João e Maria viviam com sua mãe e estavam desempregados, com dificuldade de pagar o aluguel da casa em que moravam. Mas, de repente tudo mudou. Ele, professor de educação física, conseguiu emprego numa academia como personal trainer e ela numa loja. Foi bem no mês anterior ao dia das mães. Agradecendo aos céus, compraram um bonito presente para ela e no domingo do dia das mães levaram-na para almoçar fora, o que não conseguiam fazer já há alguns anos.

Comeram num bom restaurante italiano. O prato foi talharini ao pesto e como bebidas água e suco. Quando voltavam para casa foram parados numa blitz policial, como se bandidos fossem. João que dirigia o veículo foi retirado do carro e seguiu-se o seguinte diálogo entre ele e o policial que o abordou.

– O senhor tem de fazer o teste do bafômetro.
– Porque? — perguntou ele, surpreso.
– Porque sim –
– Mas eu estava almoçando com minha mãe. Está vendo ali. Aquela é minha mãe…
– Venha, o senhor tem de fazer o teste.
– Acho que o senhor não está entendendo. Eu não bebi nada. Só suco de laranja. Aliás, eu não tomo bebida alcoólica. Sou professor de educação física e atleta. Eu não bebo.
– Isso não interessa.
– Como não interessa? Olhe para mim. Parece que bebi? Vai. Veja. Aposto que o senhor não consegue ficar tanto tempo em pé numa perna só como eu. Quer apostar?
– Pare. O senhor está desacatando autoridade.
– Como? Que absurdo. É o senhor que quer que eu assopre esse negócio, mas eu nem bebi.
– Se o senhor não fizer o teste vai ser preso
– Preso? Preso porque? Qual crime eu estou cometendo?

Muito bem. Como João era um homem de princípios não cedeu e acabou preso.

Vendo a prisão do filho, sua mãe desmaiou e teve de ser levada às pressas para o hospital. Maria colocou a mãe no banco de trás. Ela balbuciava alguma coisa. Maria dirigiu às pressas para um Pronto Socorro. Quando parou numa esquina, mais ou menos três quarteirões à frente da batida policial, dois jovens de aproximaram apontando uma arma e exigindo que ela entregasse a bolsa e a chave do carro. Ela, então, em prantos mostrou a mãe passando mal no banco de trás. Os bandidos viram a cena e resolveram levar apenas o dinheiro que Maria portava.

Pergunto: onde estava a polícia nessa hora?

Você já sabe: parando cidadãos de bem que, depois de uma semana de trabalho para pagar impostos, saíram para almoçar com suas mães e talvez tenham bebido uma cervejinha ou não.

A mãe acabou sendo medicada e, após pagar fiança, o irmão foi solto.

Na semana seguinte, o prédio em que viviam foi invadido por dez homens bem armados que fizeram um “arrastão” no prédio e lá ficaram por duas horas roubando tudo dos apartamentos.

Pergunto a você: onde estava a polícia?

Provavelmente, obrigando idosos com setenta anos o colocarem suas bocas em algum aparelho medidor. Idosos, que depois de cumprirem suas obrigações como pessoas de bem anos à fio neste país, que atravessou uma terrível ditadura e que finalmente havia chegado à democracia, após terem saído para jantar com amigos como sempre fizerem por muitos anos sem causar nenhum dano a quem quer que seja, eram violados sem qualquer suspeita ou dado objetivo, como se bandidos fossem.

Tudo isso seria irônico se na fosse trágico e realmente possível de acontecer. Deixo a ironia para os bandidos que, no dia das mães, ficariam com dó daquela mãe doente no banco de trás do carro. É sempre bom lembrar que até bandido tem mãe. Mas, o respeito a elas não é oferecido por todos, como se pôde constatar no último dia das mães na cidade de São Paulo.

Mais uma vez, sou obrigado a voltar ao assunto da Lei Seca, que, como os dados objetivos e estatísticos mostram servem apenas para violar e constranger pessoas de bem. Os bêbados, ora os bêbados, esses continuam a fazer estragos em todos os cantos da cidade e do país.

Falemos sério. No último feriado de Páscoa, nas estradas federais foram registrados 1.873 acidente e contados 1.144 feridos. Os acidentes mataram 85 pessoas, 13% a mais que o registrado no ano passado, quando morreram 75, mas ainda não estava em vigor a Lei Seca.

É de se perguntar novamente: onde estava a polícia?

Resposta: fazendo blitz. O polícia parou 30 mil veículos. Vejam o tamanho da operação. Quantos policiais que poderiam estar cuidando das estradas para delas tirar aqueles que realmente põe em risco os demais. Nesses 30 mil testes prenderam 370 pessoas. O percentual de aproveitamento foi, portanto, de apenas 1,23%. Pífio. E pior, muito pior. Retirou das estradas as pessoas erradas, pois, como os números mostraram, houve acréscimo de mortes de um ano para o outro, sendo que no anterior não havia Lei Seca.

Evidentemente, ninguém pode ser contra leis que punam motoristas infratores, bêbados ou não. O questão não é essa. Mas, sim a da aplicação dessa nova lei, que em si viola garantias constitucionais e ainda por cima está sendo mal aplicada. As violações e os abusos mostrei aqui nesta coluna em 07-07-2008. Vários juristas também já se pronunciaram nesse sentido. Cito por todos os Professores Damásio de Jesus e Luiz Flávio Gomes.

E apenas para lembrar alguns dos aspectos abusivos, cito Antonio Magalhães Gomes Filho “o direito à não incriminação constitui uma barreira intransponível ao direito à prova de acusação; sua denegação, sob qualquer disfarce, representará um indesejável retorno às formas mais abomináveis da repressão”

Este trecho do artigo citado, foi referido na excelente decisão do Desembargador Marcio Franklin Nogueira, cuidando da questão[1] e da qual transcrevo outros dois trechos:

“Ora, não se pode punir alguém, ainda que administrativamente, e nem tampouco conduzi-lo coativamente à repartição policial pelo simples fato de exercitar direito que lhe é assegurado pelo ordenamento jurídico pátrio. Qualquer lei, por melhor que seja, não pode afrontar aqueles direitos assegurados na Carta Constitucional”

“0 que se tem visto é a abordagem, por policiais, de motoristas sem que haja qualquer suspeita, qualquer indicio, de que estejam embriagados, sendo eles coagidos a fazer o teste de alcoolemia, através do’bafômetro’. Via de regra, essas abordagem são feitas nas proximidades de bares ou restaurantes”.

Infelizmente, o Estado não está cumprindo sua função de oferecer segurança pública à população. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os assaltos à mão armada praticados contra motoristas nas esquinas, os seqüestros e os seqüestros-relâmpagos, os roubos de residências e o incrível número de assaltos feitos por bandos em prédios residenciais já se tornaram rotina.

E, nem no dias das mães, se pode andar pelas ruas sem ser indevidamente abordado!

Em plena e suposta democracia é triste ver a população brasileira sofrer calada diante dos desmandos praticados no país, no qual se inclui o abuso de autoridade e a falta de segurança pública. Com a agravante de que os policiais, que deviam cuidar da população, de socorrê-la, salvaguarda-la de perigos são estimulados a violá-la.

Pergunto: este país, que tem no art. 1º da Constituição Federal, a garantia de que estamos num Estado Democrático de Direito, ficará de ponta cabeça, com cidadãos de bem sendo violados, até quando?

[1] HC 801049.5/1, Tribunal de Justiça de São Paulo.


ABAIXO O GOLPISMO EM HONDURAS E EM QUALQUER LUGAR!

Junho 29, 2009

Por Reinaldo Azevedo.

Ah, quantos “Ohs!!!” e “Uiuiuis” por causa do texto que escrevi ontem sobre Honduras, a saber: Quem é mesmo o golpista em Honduras? POR ENQUANTO, Forças Armadas garantem Constituição democrática. E garantem mesmo! Sei muito bem o que escrevi. Sustento cada linha. Lula é guru dos que agora soltam grunhidos de indignação, não meu. Não defendo ora uma coisa, ora outra, sempre a depender do lado que eu esteja do balcão. Quem acredita que aliados ideológicos podem fazer coisas que a adversários estão vetadas são os petistas, não eu; é Lula, não eu. Quem defende a existência de “homens que não são comuns” é o Supremo Schopenhauer do petismo. Eu acho que a lei tem de ser igual para todo mundo.

E são cretinas as observações mais ou menos assim: “Até os Estados Unidos estão contra o ‘golpe’ e exigem a volta de Manuel Zelaya, o presidente deposto” — com ênfase no “até”; a pessoa o diria com as sobrancelhas arqueadas, como que fisgadas pelos anzóis da indignação bucéfala. “Até”??? Por quê esse “até”? Eu lá tenho alguma identidade automática com o governo Obama? O que eu o vi fazer até agora foi miar para o ditador da Coréia do Norte e para os islamo-fascistas do Irã. Não me surpreenderá se rugir para as poderosas e arrasadoras Forças Armadas hondurenhas… Corajosos exigem coisas de Teerã; os, vá lá, “delgados”, de Tegucigalpa. Vamos prosseguir.

POR ENQUANTO — e sempre usarei o “por enquanto” porque, óbvio, lidarei com a dúvida —, com o apoio do Congresso, da Justiça e da Promotoria e com base na Constituição democraticamente votada (aqui está o link dela outra vez), os militares depuseram o golpista Zelaya. Em seu lugar, assumiu Roberto Micheletti, o chefe do Legislativo, também segundo a Carta. Ele fica no poder até 27 de janeiro. O calendário eleitoral não foi alterado, com eleições marcadas para novembro.

Sim, Zelaya era um golpista. Queria fazer um referendo declarado inconstitucional pelos demais Poderes. Não se deu por vencido e ordenou que o Exército se encarregasse dos preparativos, o que a Justiça proibiu. Ele, então, demitiu o chefe da Força porque, vejam que coisa, o soldado se negou a desrespeitar a Constituição. Quem queria um golpe em Honduras???

A verdade é que está é a primeira vez que o modelo chavista enfrenta uma reação que parece ser mais do que uma quartelada. E em que consiste esse modelo? Recorrer aos instrumentos da democracia para criar uma ditadura. Não por acaso, Zelaya está agora na Nicarágua, onde foi saudado como herói por um dos governantes mais orelhudos e mais corruptos do planeta, Daniel Ortega. Está lá para uma reunião de emergência da Alba!!! Alba??? O que é Alba mesmo? Ah, é “Aliança Bolivariana para as Américas”. Além da Nicarágua, reúne democracias exemplares como Venezuela (claro!), Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Equador, São Vicente, Granadinas e Honduras (que, espero, caia fora desse hospício).

Enquanto Zelaya tentava estuprar a Constituição de seu país, o que disse a OEA, que agora protesta (depois do namoro com Cuba, a entidade deveria se calar em sinal de respeito à democracia…)? Nada! O que disse o Brasil? O que disse a ONU? O que disseram os EUA? Pois bem… Ninguém iria, como é mesmo?, se meter em “assuntos internos”, não é? Pois que não se metam agora. Ou o “assunto” deixou de ser “interno”? É, de certo modo, deixou. Reitero: é a primeira dificuldade séria que o bolivarianismo enfrenta — “bolivarianismo” que está estendendo seus tentáculos, é bom notar. O Peru já está convulsionado, com “bolivarianos” ao norte (Equador) e ao Sul (Bolívia).

É realmente um evento único um golpista ser contido na sua ação e correr para pedir socorro a outros golpistas — enquanto algumas entidades, hipocritamente, falam em defesa do candidato a ditador. Honduras tem uma Constituição votada pelo regime democrático. O que aconteceu no país até agora segue o que está previsto na Carta.

Apoio a golpes de estado??? Eu não!!! Eu apóio é democracia representativa e respeito às leis. Mas já escrevi aqui, está em um dos meus livros e estará também no terceiro, que será publicado ainda neste ano: “Nego-me a lhes conceder licenças, em nome dos meus valores, que eles, em nome dos deles, não me concederiam”.

Por escrúpulo de recorrer às Forças Armadas, quando isso é constitucional, deve-se permitir a um governante que rasgue a Constituição, o que é… inconstitucional? De jeito nenhum! E pouco me importa quantos me acompanhem nessa opinião. Estar certo ou errado não depende de quantos apóiem o seu ponto de vista. Se os militares hondurenhos assumirem o poder ou protegerem uma elite civil que vai rasgar a Constituição, exercendo o poder de modo discricionário, sem eleições, então eu os criticarei. MAS ATENÇÃO! VOU CRITICÁ-LOS, O QUE NÃO QUER DIZER QUE VÁ ME JUNTAR A ESSES HIPÓCRITAS DE AGORA, QUE SILENCIARAM QUANDO AQUELE BANDOLEIRO TENTOU FRAUDAR A DEMOCRACIA. O método “bolivariano” está sendo denunciado e sofreu um revés.

É claro que a situação de Honduras se complica bem, e o novo governo vai enfrentar pressões terríveis. Espero que consiga resistir. E o risco maior vem justamente das brigadas “bolivarianas” que existem também no país. Vão desafiar as ordens e as leis, tentando atrair os militares para o confronto, para caracterizar o regime como coisa de “gorilas”. Como sabemos, essa gente gosta de poderes lhanos — e “lhamos” — como o boliviano, o equatoriano ou o venezuelano. Como se sabe, nessas democracias exemplares, os militares vão às ruas para distribuir flores. Ou, então, gosta da democracia cubana, com seus cárceres lotados de prisioneiros de opinião.

O presidente da Assembléia Gerald da ONU, o nicaregüense e sandinista Miguel D’Escoto, com esse nome vizinho de um trocadilho também na língua dele, resolveu convocar uma reunião de 192 países para discutir o assunto e levantou a possibilidade, calculem!, de os EUA estarem por trás do “golpe”. D’Escoto que é, calou-se diante da óbvia tentativa de Zelaya de dar um golpe. Não me espanta. Temos um “sandinista bolivariano” presidindo a Assembléia Geral da ONU — e isso quer dizer que se trata de um defensor de ditaduras.

A democracia hondurenha vai resistir? Eu espero que sim. E a única chance de isso acontecer é o presidente do Legislativo, agora empossado na Presidência, conduzir o país até as eleições de novembro e deixar o poder em janeiro, tudo conforme a Constituição. O processo pode degenerar? O risco sempre existe. E a outra ameaça contra o país está na eventual volta do golpista. Retornaria com um único propósito: tentar golpear o regime democrático em nome do “bolivarianismo”.

PS: Sim, o Itamaraty pediu a volta do golpista. Eu não esperava outra coisa. Afinal, no conflito entre o governo do Equador, que mantinha em seu território um grupo terrorista, e o da Colômbia, que era alvo do terrorismo, os nossos Schopenhauer, Kant e Kierkegaard (Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Top Top Garcia) ficaram com o país agressor.

PS2 – E não pensem que me intimido com essas vestais pé-de-chinelo. Se tudo o mais falhar para conter um ditador tarado, qual é o mal em se recorrer à democracia de uniforme? Se estiver de acordo — como, por enquanto, está — com uma Constituição democrática, a civilidade agradece. Por enquanto, a ditadura bolivariana ficou mais longe de Honduras. E nenhuma outra é aceitável. A diferença, pois, entre mim e os hipócritas que estão tendo faniquitos é que eu não aceito ditadura nenhuma. Mas eles chamam a sua de “democracia”.

PS3 – Ah, sim. Preparem-se para o chororô no Brasil. Muita gente querendo a volta de um candidato a ditador em nome da democracia…

E última – Se a pressão internacional ficar insustentável, pode até ser que Zelaya volte. Talvez seja o mais provável. A questão é ver em que condições e fazendo o quê. Como a situação interna está sob absoluto controle, a questão se desloca para a externa e, em particular, para a reação dos EUA. Obama, sabemos, tem golpes certeiros para matar moscas. Em política externa, no entanto, ele ainda as está caçando, com o placar bastante favorável às bichinhas. Toda a pressão dos amigos dos bolivarianos, inclusive as do Brasil, vão se voltar para o astro. Ninguém vê grande mal em que ele seja uma normalista com norte-coreanos e iranianos. Chamam a isso “prudência”. Mas vão cobrar sua firmeza contra os terríveis e ameaçadores hondurenhos. E Obama, a gente sabe, é movido a aplausos. Até para matar moscas.


Bolsa Ditadura se transformou em indústria

Junho 29, 2009

Publicado no Consultor Jurídico.

Elio Gaspari

[Artigo publicado, originalmente, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, deste domingo (28/6)]

Se alguém quisesse produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.

Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.

O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Como diria Lula, são 44 “pessoas comuns” que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil. Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha.

O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200. Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras. No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários.

É possível que o ataque ao erário brasileiro venha a custar mais caro que todos os programas de reparações de todos os povos europeus vitimados pelo comunismo em ditaduras que duraram quase meio século. Na Alemanha, por exemplo, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa (repetindo, renda baixa). Na República Tcheca, o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais.

No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão. No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil. Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes.

Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é “uma pessoa comum”, ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois. Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.)

O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B, que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930.

Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: “Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?”


Ministros da saúde da América Latina concordam em promover “educação sexual abrangente” por toda a região em conferência da ONU

Junho 26, 2009

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente latino-americano

NOVA IORQUE, EUA, 15 de junho 2009 (Notícias Pró-Família) — Autoridades da área de saúde da América Latina e burocratas da ONU concordaram em continuar implementando “educação sexual abrangente começando na primeira fase da infância” por toda a região, inclusive instrução no uso de camisinhas e treinamento anti-“homofobia”, na recente reunião do Conselho Econômico e Social (CES) das Nações Unidas na Jamaica no começo deste mês.

O propósito principal da reunião foi reafirmar e promover a “Declaração da Cidade do México sobre Educação Sexual”, formulada no ano passado logo antes da Conferência Internacional de AIDS na Cidade do México em agosto de 2008.

A Declaração insta a implementação da “educação sexual abrangente começando na primeira fase da infância”, que, afirma, “favoreça a aquisição gradual de informações e conhecimentos indispensáveis para desenvolver as habilidades e atitudes necessárias para uma vida plena e saudável bem como reduzir os riscos de saúde sexual e reprodutiva”.

“Educação sexual abrangente” é um termo usado por grupos antifamília para denotar programas que apresentam abordagens moralmente neutras e puramente físicas que instruem os adolescentes e até crianças no uso do controle da natalidade artificial e do aborto, e apresentam práticas sexuais anormais como normais e aceitáveis.

A Declaração também afirma, em conflito com as principais autoridades científicas, que “as evidências científicas demonstram que a educação sexual abrangente, inclusive métodos de prevenção do HIV/DSTs — tais como o uso correto e consistente de camisinhas masculinas e femininas… nem apressa a iniciação sexual, nem aumenta a freqüência das relações sexuais”.

O Dr. Jose Antonio Izazola L., diretor-geral do Centro Nacional de Prevenção e Controle do HIV/AIDS do México, deu uma apresentação de PowerPoint em que ele endossou a Declaração da Cidade do México e particularmente sua meta de reduzir “em 75 por cento o número de escolas sob a jurisdição dos Ministérios da Educação que não consigam institucionalizar a educação sexual abrangente” até 2015.

Ele também declarou sua meta de “lutar contra o estigma, discriminação e homofobia”.

De acordo com o programa da reunião, publicado online pelas Nações Unidas, outros palestrantes e participantes incluíram representantes dos governos do Brasil, Uruguai e Honduras.

Links relacionados:

Mexico City Declaration of 2008

Regional Ministerial Meeting on HIV and Development in Latin America and the Caribbean Statements and Presentations

Cobertura relacionada de LifeSiteNews:

Indian Government: Sex Education “Has Absolutely No Place” in Our Schools – It “Promotes Promiscuity”

Major Study Reveals Overwhelming Bias of “Comprehensive” Sex Education

Abstinence” or “Comprehensive” Sex Education?

Mexico Introduces Graphic Sex Education; Catholic Bishops in Outrage

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/06/ministros-da-saude-da-america-latina.html

Veja o artigo original aqui: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jun/09061607.html

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Morre o grande artista Michael Jackson.

Junho 25, 2009

Que triste!



Supremo proíbe importação de pneus usados no Brasil

Junho 25, 2009

Do Últma Instância.

William Maia – 24/06/2009 – 18h43

Por 8 votos a 1, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucional nesta quarta-feira (24/6) a importação de pneus usados para recauchutagem no Brasil.

A decisão, que também proíbe a compra de produtos remodelados, atende a um pedido da União, que alegou na ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 101 que o comércio dos pneus causa impacto ao meio ambiente e à saúde da população.

O julgamento foi retomado com o voto-vista do ministro Eros Grau, que seguiu de forma integral o entendimento da relatora do caso, a ministra Carmen Lúcia.

Em março deste ano, a ministra defendeu a proibição da importação das carcaças tanto da União Européia, quanto do Mercosul, como de qualquer país. A decisão suspende acordos bilaterais de comércio, mas não atinge decisões judiciais definitivas que tenham assegurado a importação anteriormente.

O processo envolve um mercado que, segundo as empresas do setor, emprega no Brasil cerca de 40 mil pessoas e só em 2007 promoveu a importação de 7 milhões de pneus. Os produtos remodelados costumam ser mais baratos que os pneus novos e, por isso, também são alvos de acusação de concorrência desleal.

Na época, a relatora demonstrou estranhamento diante das alegações da defesa das empresas importadoras, que destacaram a criação de postos de trabalho e um suposto benefício ao meio ambiente —já que a compra do exterior dependeria do recolhimento de pneus no Brasil.

Carmen Lúcia classificou como “no mínimo curioso” o fato de países ricos, que têm passivos da ordem de bilhões de pneus usados, venderem por preços tão baixos aos países em desenvolvimento um produto que seria tão bom. “A fatura da atividade econômica não pode ser paga com vidas humanas”, disse a ministra.

Hoje, o ministro Carlos Ayres Britto seguiu na mesma linha. Para ele, os pneus importados são “lixo ambiental que se exporta, fazendo com que o Brasil se trone uma espécie de quintal do mundo”.

Esse posicionamento vai de encontro à visão da procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. Em seu parecer, ele disse que se tratava de evitar que o Brasil se tornasse um depósito de lixo de países que tem grande quantidade de pneus e pouca extensão territorial. A União Européia é a principal exportadora de pneus usados para o Brasil, tendo inclusive questionado na OMC (Organização Mundial do Comércio) as barreiras legais impostas ao comércio no país.

O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, destacou que a proibição da importação Toffoli não é uma política do atual governo, mas é uma política de Estado. “Todos os últimos quatro presidentes da República em cinco mandatos consecutivos estabeleceram políticas públicas no sentido de impedir a importação de pneus usados”, lembrou.

Em seu relatório, Carmen Lúcia enumerou estudos de especialistas, do Ibama e resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que apontam não existir método de reaproveitamento que livre o meio ambiente dos efeitos nocivos dos pneus descartados, que só podem ser recauchutados uma vez.

O único a discordar da decisão foi o ministro Marco Aurélio Mello.