Carta aberta aos senadores da República Federativa do Brasil

Julho 8, 2009

Senhores

Honoráveis Senadores

Congresso Nacional da República Federativa do Brasil

Praça dos Três Poderes

Brasília.

No próximo dia 9 de julho será discutido o protocolo de adesão da Venezuela ao MERCOSUL, em uma audiência pública que será realizada na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado. Pelas razões que expomos na continuação, consideramos que permitir o ingresso da Venezuela constitui uma grave ameaça para a Segurança e Defesa do Brasil e de toda a região:

Primeiro: Hugo Chávez mantém estreitos vínculos com o narco-terrorismo colombiano. Quando as Forças Armadas da Colômbia deram baixa ao segundo homem das FARC, Raúl Reyes, Chávez fez um minuto de silêncio em honra de sua memória e enviou tropas à fronteira em sinal de protesto pela Operação Fênix. Os computadores confiscados de Reyes demonstram que as FARC proporcionaram financiamento a Chávez e evidenciam a cooperação que houve entre eles.

Segundo: Chávez promove o fundamentalismo islâmico na América Latina. O governo venezuelano se orgulha de seus nexos com o governo foragido de Ahmadinejad, e foi o mediador para que a Bolívia, o Equador e a Nicarágua assinassem incontáveis acordos com o governo iraniano. É pública e notória a simpatia que o Hezbollah e o Hamas demonstram para com Chávez.

Terceiro: O governo venezuelano é explicitamente anti-semita. Expulsou ignominiosamente o embaixador de Israel e influiu sobre o governo boliviano para que fizesse o mesmo. Permite a profanação de sinagogas. Invade instituições judias.

Quarto: Chávez se constitui em um elemento perturbador na região. Prova disto são as numerosas denúncias contra seu governo por intervir nos assuntos internos de outras nações. Há apenas uma semana, ameaçou enviar tropas a Honduras. Em março de 2008 ameaçou invadir a Bolívia. Chávez envia maletas repletas de petrodólares para financiar ilegalmente seus aliados em outras nações.

Quinto: Chávez comete delitos de lesa-humanidade. Em 11 de abril de 2002, o oficialismo recebeu a tiros uma manifestação gigantesca de cidadãos pacíficos e desarmados; posteriormente, culpou a oposição pelo ocorrido e mantém injustamente no cárcere os que trataram de impedir o massacre, como é o caso do comissário Iván Simonovis.

Sexto: O governo da Venezuela não luta contra o narcotráfico. Durante os últimos dez anos o tráfico de drogas se incrementou notavelmente. Chávez expulsou a agência anti-drogas norte-americana (DEA) da Venezuela.

Sétimo: O governo venezuelano não é democrático. Embora Hugo Chávez tenha chegado à presidência em 1998 por meio de eleições livres e transparentes, seu governo se deslegitimou no exercício do poder. Fechou meios de comunicação, entre eles o canal de televisão RCTV e ameaça fechar mais outros, como ocorre com a Globovisión. Persegue seus adversários políticos, como é o caso de Manuel Rosales, que precisou buscar asilo no Peru, e encarcera outros, como o ex-ministro da Defesa general Raúl Baduel. No momento de escrever estas linhas, o Prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, se encontra em greve de fome no escritório da OEA, em protesto aos atropelos de Chávez.

Oitavo: Chávez ataca a propriedade privada. Seu governo promoveu a confiscação de empresas e a invasão de fazendas, e disse publicamente que a propriedade privada não está garantida. Recentemente confiscou dezenas de empresas petroleiras na Costa Oriental do Lago Maracaibo.

Nono: O governo venezuelano promove uma educação comunista. Desde o ano de 2001 até a presente data, os setores vinculados à educação venezuelana denunciaram as tentativas do governo de modificar as leis e os programas de estudos, para implementar nesse país uma educação ideologizada, idêntica à que existe hoje em Cuba.

Décimo: Este mau exemplo pode contagiar a região. Consideramos que o governo venezuelano pode utilizar a plataforma do MERCOSUL para exportar seu projeto anti-democrático aos países que integram este organismo, particularmente o Brasil, uma vez que o próprio Chávez declarou publicamente sua intenção de replicar o modelo em outras nações.

Por todas estas razões, solicitamos respeitosamente aos honoráveis membros do Senado a adiar o ingresso da Venezuela ao MERCOSUL, ao menos até que se produza uma mudança de governo nessa nação irmã.

Muito atenciosamente,

Heitor De Paola

Maria das Graças Salgueiro

Marcelo Cypriano Motta

Delegados no Brasil da

União de Organizações Democráticas da América – UnoAmérica

CC: Alejandro Peña Esclusa – Presidente da UnoAmérica


Obama está levando os EUA à queda no marxismo, diz ex-jornal oficial da União Soviética

Julho 6, 2009

Fred Lucas

(CNSNews.com) — Um comentário publicado no jornal que outrora foi o jornal oficia da União Soviética anunciou a “descida dos EUA no marxismo” citando os baixos padrões educacionais, a eleição de Barack Obama como presidente e como o governo americano assumiu o controle da General Motors.

O artigo de opinião no Pravda, um dos jornais da era soviética ainda publicados na Rússia, levava a manchete “Capitalismo americano foi-se com um leve gemido”, e foi escrito por Stanislav Mishin, que dirige o blog “Mat Rodina”.

“Como o romper de uma grande represa, a queda dos EUA no marxismo está acontecendo numa velocidade espantosa, diante de um cenário de ovelhas (isto é, pessoas) passivas e desanimadas”, escreveu Mishin.

O artigo afirma que a queda dos EUA ocorreu em três fases:

“Primeira, a população foi idiotizada por meio de um sistema educacional politizado e de baixo nível baseado na cultura popular, em vez da educação clássica. Os americanos sabem mais sobre seus dramas de TV favoritos do que os dramas do governo federal que afetam diretamente a vida deles”.

Segunda, “a fé deles em Deus foi destruída, ao ponto em que suas igrejas — dezenas de milhares de diferentes ‘vertentes e denominações’ — se tornaram na maior parte pouco melhores do que circos de domingo e seus televangelistas e mega-igrejas protestantes mais importantes ficaram mais do que felizes de vender suas almas e rebanhos a preço de banana, a fim de estarem do lado ‘vencedor’ de um ou outro político pseudo-marxista”.

O artigo também disse: “Os rebanhos americanos rejeitaram Cristo na esperança de obter poder terreno. Até mesmo nossas igrejas ortodoxas nos EUA são escandalosamente liberais”.

“O colapso final”, disse o artigo do Pravda, “ocorreu com a eleição de Barack Obama. A pressa com que ele tem feito as coisas nos últimos três meses é realmente impressionante. Seus gastos e emissão de moeda estão batendo recordes, não só na curta história dos EUA, mas também do mundo. Se a situação continuar desse jeito por mais de um ano, e não há nenhum sinal de que não continuará, na melhor das hipóteses os EUA ficarão semelhantes à República de Weimer e na pior como o Zimbábue”.

Dando detalhes sobre o controle agora dominante do governo de Obama sobre a General Motors, Mishin mencionou como o governo americano demitiu o diretor executivo da GM e a “ousadia” de Obama de declarar que ele e outro grupo de palhaços nomeados por ele e que não foram eleitos agora reestruturarão a indústria automobilística inteira e até serão a garantia das políticas automobilísticas”.

O “primeiro-ministro russo Putin, menos de dois meses atrás, avisou Obama e Tony Blair da Inglaterra, para não seguirem a rota do marxismo, pois só leva ao desastre”, disse o artigo.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: CNSNews

Para ler tudo sobre Obama neste blog, clique aqui.


Artigo – Olavo de Carvalho

Julho 3, 2009

Credulidade sem fim

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 2 de julho de 2009

Incluo entre as maravilhas do mundo, sem a menor hesitação, a credulidade residual que a espécie humana concede ainda, transcorridas duas décadas da queda da URSS, à totalidade dos mitos culturais espalhados pela KGB. Se fosse preciso alguma prova da presteza servil com que as almas cedem ante a autoridade moral da mentira, essa seria mais que suficiente. As lendas mais estapafúrdias, as tolices mais deprimentes, as absurdidades mais flagrantes são ainda acreditadas como verdades de evangelho, não só nos círculos esquerdistas, mas até entre pessoas que se imaginam liberais e conservadoras. Volta e meia, quando contesto de passagem alguma dessas enormidades, meus leitores e “admiradores” se apressam em me enviar links e “fontes” que parecem me contraditar. Fazem-no ressalvando que não acreditam em nada disso, mas que se sentem desarmados para contestar essas fontes pessoalmente, deixando, portanto, ao meu encargo essa tarefa e colocando sobre as costas de um só a responsabilidade que seria de milhares.

É verdade que nunca houve no mundo uma organização – de propaganda ou de qualquer outra coisa – que se comparasse à KGB, com seus 500 mil funcionários em Moscou, milhões de agentes espalhados pelo mundo e orçamento secreto, ilimitado, inacessível até ao Parlamento soviético. Mas também é verdade que, após tantos exemplos que forneci com provas cabais, aqueles que tendem a concordar comigo teriam a obrigação de usar sua própria inteligência, de fazer suas próprias pesquisas e de me ajudar nesse esforço inglório em vez de sobrecarregar com uma multiplicidade de tarefas miúdas aquele que tem deveres mais altos a cumprir.

Esta semana, por exemplo, um leitor aponta-me o livro de Morgana Gomes, A Vida e o Pensamento de Karl Marx, no qual o físico Albert Einstein aparece como “uma das vítimas mais famosas do macartismo”. Como eu respondesse, pelo meu programa de rádio, que aquilo era mentira grossa, o remetente insistiu, afirmando que aparentemente Morgana Gomes se baseara em fontes idôneas, como por exemplo o livro The Einstein File de Fred Jerome, baseado no dossiê Einstein do FBI, e endossado até por sites insuspeitos de esquerdismo como www.americanheritage.com.

Como já expliquei dezenas de vezes, toda mentira é construída com pedaços da verdade, às vezes acrescentando alguns de pura invencionice, às vezes – na maior parte dos casos – apenas suprimindo os dados comparativos para deformar as proporções e o sentido dos fatos. Esse é precisamente o caso.

Como poderia Albert Einstein ser uma “vítima do macartismo” se nunca foi preso, nem interrogado, nem intimado por nenhuma autoridade federal americana, nem jamais perdeu seu emprego por pressões do governo? Se havia um dossiê sobre ele no FBI, era simplesmente pelo fato de que todos os cientistas sugeridos para contratação em projetos de energia atômica eram investigados, e o eram obrigatoriamente, como o são em qualquer país do mundo envolvido nesse tipo de empreendimento. Se J. Edgar Hoover se abstivesse de investigá-lo, pelo simples fato de ser Einstein um queridinho da mídia, estaria abrindo uma exceção ilegal e incorrendo em crime de prevaricação. Omitido esse dado óbvio, a simples existência do dossiê passa a valer como prova de “perseguição”.

No caso de Albert Einstein, a obrigação de investigá-lo era tanto maior porque ele mesmo, sem ser convidado, insistia obstinadamente em pedir sua inclusão no Projeto Manhattan (fabricação da bomba atômica), e foi por influência dele que o projeto contratou os serviços do Dr. Klaus Fuchs, que mais tarde se comprovou ser espião comunista e colaborador estreito do casal Rosenberg. Recentemente, a galeria Sotheby de Londres colocou à venda, em leilão milionário, nove cartas de Einstein que provam sua ligação amorosa secreta com Margarita Konenkova, identificada como agente da KGB nas memórias do espião soviético Pavel Sudoplatov, publicadas em 1995. Para piorar as coisas, Einstein era afiliado a pelo menos dezessete organizações de fachada a serviço da KGB, entre as quais o “Congresso Mundial contra a Guerra Imperialista”, a “Liga Americana contra a Guerra e o Fascismo” e o “Comitê Americano de Ajuda à Democracia Espanhola” (democracia que era, na verdade, uma ditadura genocida).

Hoover seria ele próprio um criminoso caso se abstivesse de coletar dados como esse e de informá-los ao governo americano. Tudo isso foi obtido com investigações discretas, sem que o suspeito fosse jamais intimado a dar uma só declaração, seja ao FBI, ao Comitê de Atividades Anti-americanas do Senado ou a qualquer outra entidade do governo americano. Que, com essa ficha de “companheiro de viagem”, Einstein continuasse a receber todo o apoio oficial e midiático para seu trabalho científico, sem ser jamais incomodado diretamente, prova apenas até que ponto a democracia é tolerante e bondosa para com seus inimigos. E, quando se sabe que hoje a teoria da relatividade é contestada como mera empulhação elegante – v. http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-da-relatividade-e-ideologia–e-nao-ciencia–defende-pesquisador&id=010130090527 –, é mesmo de se lamentar que tanta delicadeza de sentimentos seja desperdiçada com quem não a merece.

Porém, mais absurdo do que dizer que Einstein foi perseguido é pretender que o tenha sido pelo senador Joseph McCarthy. Não só o cientista jamais foi convocado para depor ante a famosa comissão McCarthy, mas esta nunca teve qualquer colaboração substantiva do FBI. J. Edgar Hoover foi um dos inimigos mais odientos de Joseph McCarthy e um dos responsáveis diretos pela destruição da sua carreira. McCarthy, sim, foi vítima do FBI. Sofreu nas mãos de Hoover o que Einstein jamais sofreu: teve seu telefone grampeado, sua correspondência violada, sua vida particular vasculhada e espalhada pelos jornais, seus assessores interrogados e todo o seu trabalho boicotado. Isso está abundantemente comprovado em três livros que todo interessado no assunto tem a obrigação de ler antes de sair fazendo de Einstein uma “vítima do macartismo”: McCarthy and His Enemies, de William F. Buckley Jr. e L. Brent Bozell (Washington, Regnery, 1954, reimpresso em 1995); Joseph McCarthy: Reexamining the Life and Legacy of America’s Most Hated Senator, de Arthur Herman (New York, The Free Press, 2000); e sobretudo Blacklisted by History: The Untold Story of Senator Joe McCarthy and His Fight Against America’s Enemies, de M. Stanton Evans (New York, Crown Forum, 2007). Hoje há evidências cabais de que todos os cinqüenta e tantos altos funcionários apontados por McCarthy como riscos de segurança para o governo americano tinham efetivamente ligações com a espionagem soviética e não eram riscos imaginários. McCarthy só errou ao presumir de suas forças e não medir o exato poderio do inimigo – poderio que ainda se exerce sobre as mentes e corações de tantos dos nossos contemporâneos.


O exemplo de Honduras

Julho 2, 2009

Mídia Sem Máscara

Nivaldo Cordeiro | 02 Julho 2009

Como entender a brusca mudança de poder político em Honduras? Confesso-lhe, caro leitor, que fiquei surpreendido, mas desta vez positivamente. Os fatos ainda não estão muito claros, mas já permitem uma análise desde o estrangeiro. É isso que pretendo fazer aqui.

Começo sublinhando as declarações da deputada hondurenha Marta Lorena Alvarado, transcritas na Folha de S. Paulo de hoje: “Aqui paramos Chávez e sua agenda. Isso é mais importante do que qualquer coisa, inclusive do que o reconhecimento internacional“.  Um fato desses é auspicioso e precisa ser acompanhado atentamente e apoiado pelos democratas de todo o mundo. Enfim alguém se dispôs a dar um basta à expansão da maré vermelha no continente.

E o que vemos? A covardia Urbi et Orbi. O novo governo hondurenho não recebeu apoio de ninguém. A razão principal, além do fato de que os Estado Unidos estão nas mãos da esquerda mais radical, dentro do espectro político daquele país, é que, depois de décadas de revolução grasmciana em toda a parte, o senso de perigo e o instinto do Bem e da ética em política perdeu-se. Vive-se diante da mística eleitoreira, como se qualquer aventureiro, porque formou uma maioria de votos em algum momento, tivesse a licença para fazer o que bem queira para se perpetuar no poder, inclusive negando a ordem constitucional que lhe deu o poder.

A minha amiga Graça Salgueiro, em artigo oportuno publicado no Mídia Sem Máscara, mostrou que a ação militar de deposição do presidente chavista foi um gesto legal, amparado constitucionalmente e ordenado pelo Poder Judiciário. Nem haveria que se falar em quebra da ordem constitucional, vez que as formalidades da transmissão de poder foram integralmente cumpridas. O que sublinho aqui é que, ainda que essas formalidades não tivessem sido cumpridas, os homens de bem, conscientes de seus deveres, deveriam ter agido da mesma forma e pôr o golpista para correr. Quero render a minha homenagem ao chefe do Poder Judiciário, que determinou, e ao comandante militar, que fez cumprir a grande ordem.

O formalismo eleitoreiro não pode ser biombo para esconder as trapaças da esquerda revolucionária, que ocupa posições em toda parte, encontrando terreno livre pela omissão daqueles que poderiam barrar o seu caminho. A pequena república de Honduras deu um exemplo ao mundo. Desde que a esquerda aprendeu a dominar o jogo eleitoral, sujeitando-o aos seus projetos revolucionários, ela mesmo deixando de lado o golpismo à moda de Fidel Castro, vemos o uso hipócrita desse discurso que exige a omissão daqueles que podem lhe obstar o caminho. O uso da força para conter o mal é legítimo.

Meu temor é que a reação da esquerda em escala mundial acabe por fazer abortar a reação vitoriosa. Se ao menos os Estados Unidos apoiassem, o novo governo teria a chance de se consolidar, fazendo vingar a contra-revolução chavista. Mas nem isso nós temos, então tudo pode acontecer. Torço para que as convicções nacionalistas e democráticas do povo hondurenho o levem a cerrar fileiras com seus governantes, homens egrégios que tiverem que escolher o caminho mais difícil.


DIVULGUEM!!! NÃO HÁ GOLPE DE ESTADO EM HONDURAS!

Julho 1, 2009

Por Reinaldo Azevedo.

Alguns bolivarinos hondurenhos prometeram uma greve geral cobrando a volta do golpista Manuel Zelaya ao poder. A greve não vai acontecer. Também anunciaram ao mundo — esse mundo que aparece na CNN — que haviam feito um protesto reunindo… 10 mil pessoas. Eles não têm nem mesmo uma foto para mostrar. O que há de real em Honduras é o que vocês vêem no vídeo acima, acessado, até agora, apenas 95 vezes. Divulguem-no. A verdade está aí. Milhares de pessoas estão em praça pública dando vivas à democracia e com adesivos em defesa, vejam só!, da Constituição. A Constituição que aquele delinqüente queria transgredir e que, curiosamente, promete violar se voltar ao poder. O que se vê acima tem a feição de um golpe?

Hoje, Zelaya se encontra com Barack Obama, que exige a sua volta ao poder. Deve estar feliz por, finalmente, igualar a sua agenda à de Hugo Chávez. O papelão da Assembléia Geral da ONU, sob o comando de um outro apoiador de tiranetes, Miguel D’Escoto, também ficou evidente. O absurdo é tal, que Zelaya promete desembarcar nesta quinta em Tegucigalpa com interventores. Entre eles, estariam Cristina Kirchner — que certamente não conseguiria andar sem forte esquema de segurança em qualquer rua de Buenos Aires — e Rafael Correa.

Sim, senhores! Eis a nova ordem de Obama. Escrevi aqui no primeiro dia: é aquele que ronrona para a Coréia do Norte e para o Irã, mas fala grosso com os democratas de Honduras — sim, os democratas de Honduras, os que estavam e estão defendendo a Constituição. Na imprensa mundial (!!!), só Tio Rei e Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal, dizem o óbvio? Pois é. E eu com a Light? O Sol não giraria em torno da Terra ainda que essa fosse a crença generalizada. Eu já publiquei várias vezes o link da Constituição de Honduras. Faço-o de novo (aqui). Já demonstrei todos os artigos que Zelaya transgrediu e por que a sua deposição foi constitucional.

O país tem uma Carta que, visivelmente, pretende enterrar a memória da ditadura, impedindo o continuísmo. Como já publiquei aqui, o artigo 239 é explícito:
“O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir essa disposição ou propuser a sua reforma, assim como aqueles que o apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de qualquer função pública”. Mas não só ele. Vejam o que diz o 42:
“La calidad de ciudadano se pierde (…) por incitar, promover o apoyar el continuismo o la reelección del Presidente de la República”. Dá para ser mais claro?

Ocorre que vivemos um tempo sensível ao populismo virulento, com o, vá lá, comando do Ocidente nas mãos de um demagogo midiático. Ninguém precisa inferir que Zelaya estava dando um golpe. O vídeo que está no post acima traz a sua confissão, numa entrevista concedida à Televisíon VTV, a emissora de… Hugo Chávez.

Barack Obama, agora um suporte de tiranetes bolivarianos, percebeu que tem a chance de posar para o mundo como grande defensor da democracia — ainda que, no caso de Honduras, uma “democracia contra o povo”, já que está claro que a maioria dos hondurenhos não quer a volta de Zelaya. Mas Obama, o demagogo midiático, é fiel a quem o fez ser uma alternativa real de poder: ONGs, imprensa, minorias organizadas etc. E essa gente gosta de ditaduras populares.

E que se note: não é porque o povo quer Zelaya fora que acho que ele tem de ficar fora. Mas porque ele violou a Constituição democrática de seu país. “Por que não o processo de impeachment?”, perguntam. Porque a Constituição de Honduras não é a do Brasil. A deles prevê a deposição, com anuência da Corte de Justiça, para quem viola a Carta. E ele violou. Lula, que não considera Khadafi um ditador e vai receber salamaleques do tirano, diz, no entanto, que Zelaya tem de voltar em nome da democracia. É o chamado raciocínio iluminado pelas trevas.


DIVULGUEM!!! O GOLPISTA ENTREGA O SERVIÇO EM ENTREVISTA À TV DE CHÁVEZ

Julho 1, 2009

Por Reinaldo Azevedo.

O vídeo acima é do dia 26, dois dias antes da deposição de Manuel Zelaya, que governava Honduras. Chega a ser assustador de tão claro. Acompanhado de “organizações sociais” e de um militar visivelmente constrangido — parece ser “o comandante da Força Aérea”, conforme se ouve —, ele vai “resgatar” urnas eleitorais que estavam em um quartel. Por que estavam com os militares? Porque ele havia dado ordens para que fossem eles a realizar o tal referendo, que havia sido declarado ilegal pela Justiça, pela Promotoria e pelo Congresso. Neste vídeo, Zelaya tenta, de modo escancarado, jogar os militares contra a Justiça. E, ao mesmo tempo, cobra destes lealdade absoluta. Vocês lerão, verão e ouvirão. Adiante.

Como os soldados se negassem, então, a fazer o que a Justiça dizia ser mesmo proibido, o demagogo foi pessoalmente “recuperar” as urnas, afirmando que buscaria “um modo” de fazer o referendo. Este vídeo é uma entrevista do palhação à Televisíon VTV, a emissora de Hugo Chávez. O Beiçola de Caracas chega agora ao requinte de documentar seus golpes de Estado em outros países. Vamos a alguns trechos:

LUTA DE CLASSES VAGABUNDA
0min34s – “Sinto que as Forças Armadas estão sendo muito pressionadas (…) pela imprensa, pelos meios de comunicação, por um temor infundado dos ricos de Honduras.”
Reparem como eles falam a mesma linguagem em todo o continente e como os culpados são sempre os mesmos — na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Nicarágua, em Honduras ou no… Brasil. E a imprensa é sempre um deles.

ACABOU A FESTA, BURGUESADA!
Omin54s –
“O Estado burguês e o Congresso Nacional querem governar Honduras, e acabou essa festa. Agora vamos a um processo de Assembléia Nacional Constituinte para o próximo ano. E vai haver deputados operários, camponeses… Também vai haver representantes dos ricos, eles que não se preocupem”.
O Congresso de Honduras, como o de qualquer sociedade democrática, já traz representantes de vários setores da sociedade. Mas Zelaya claramente se oferece para ser uma espécie de porta-voz dos “grupos sociais”, que seriam opostos aos “grupos de poder”. É rigorosamente o que Chávez, Morales e Correa fizeram em seus respectivos países. E observem a linguagem. O presidente que estava nas ruas afrontado uma ordem da Justiça, ao lado de um militar, também desautoriza o Congresso. Eis o governante que Obama e Lula querem que volte ao poder.

OS MILITARES
2min10s – “Os militares superaram os complexos do passado (…), a Guerra Fria, a política de Segurança Nacional (…) As Forças Armadas são hoje um organismo profissional (…) É claro que insistem, provocam (os militares), para criar um estado militar.“
Zelaya está preparando o terreno para defender a tese exótica de que, como os militares são profissionais e não devem fazer política (e isso está certo), então devem acatar qualquer ordem que lhes seja dada — e isso, evidentemente, está errado. Vocês vão ver a sutileza de seu, por assim dizer, pensamento… Um soldado não é obrigado a cumprir uma ordem superior se ela estiver em desacordo com a Constituição, as leis e o código de conduta de sua Força (código este que não pode afrontar aqueles outros textos). Mas vejam que forma a obediência devida tomou na mente perturbada do Zé Trindade de Honduras…

ESTIMULANDO O CONFRONTO ENTRE MILITARES E AUTORIDADES CIVIS
3min40s –
“Se eu cometei um delito como comandante-geral das Forças Armadas, [os adversários] devem agir contra mim, correto? Porque eu sou comandante-geral das Forças Armadas, e [os militares] devem disciplina a seu comandante-geral, senão eles são um outro poder do estado. [os adversários] Deverão proceder contra mim, deverão me prender, deverão me expulsar do país, como costumam, ou mandar me matar”
É de lascar! Ele se refere ao fato de a Justiça ter proibido os militares de participar do referendo. E estes, dada a proibição, fizeram o óbvio: seguiram a lei. Vejam como Zelaya está tentando pescar em águas turvas. Ao chamar para si a punição, tanta se colocar como o herói da tropa. Ao mesmo tempo, diz aos militares: “Sou o comandante; você têm de fazer o que eu mando, ou se trata de poder paralelo”. Vale dizer: usava os militares para chantagear os civis e os civis para provocar os militares. Um velhaco!

O GOLPE
7min05s –
“Há um golpe de estado em ação por parte do Congresso e especificamente da Corte de Justiça (…) A Corte anulou o processo de consulta popular (…) É por isso que urge aqui uma Constituinte, e por isso que urge um processo de consulta, para que ninguém usurpe o direito do povo”.
Bem, ele não poderia ser mais claro. Juntem com a fala anterior. Ele não reconhece a autoridade da Justiça, não reconhece a autoridade do Congresso e acredita que, como comandante-geral das Forças Armadas, os soldados lhe devem obediência. Acho que isso caracteriza um golpe de estado, não?

“REVOLUÇÃO EM CURSO”
7min40s –
“Há um revolução que foi desautorizada pela Corte de Justiça, de forma desleal, de forma arbitrária”.
Revolução? Sim, a revolução que joga no lixo Congresso e Justiça e põe as Forças Armadas a serviço de milícias de apoio a um ditador ou candidato a tanto, a exemplo do que ocorre na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na Nicarágua… Obama e Lula lutam para pôr Honduras nesse grupo. E Honduras, como se vê abaixo, só quer democracia.

Divulguem este post, leitores. “De que adianta, Reinaldo? Vai mudar a coisa?” Não interessa. Divulguemos a verdade. Sempre! É um primado ético e moral.


A loucura heterofóbica invade a universidade americana. Coloquem estas senhoras na camisa de força

Junho 30, 2009

Equipe de pesquisadoras culpa filmes infantis por perpetuarem a “heteronormatividade”

Kathleen Gilbert

ANN ARBOR, Michigan, EUA, 24 de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Pesquisadoras da Universidade de Michigan concluíram que as estórias de amor dos clássicos da Disney e outros filmes infantis — tais como a Pequena Sereia — são parcialmente culpados pela expansão do que elas rotulam “heteronormatividade”.

“Apesar da suposição de que os meios de comunicação infantis são livres de conteúdo sexual, nossos estudos indicam que esses meios de comunicação retratam um rico e predominante panorama heterossexual” escreveram as pesquisadoras Emily Kazyak e Karin Martin, num relatório publicado na edição mais recente da publicação Gênero & Sociedade, da Sociedade de Mulheres Profissionais de Sociologia (MPS).

Kazyak e Martin disseram que estudaram o papel de relacionamentos heterossexuais em vários dos mais importantes filmes infantis produzidos entre 1990 e 2005.

Os resultados, dizem as pesquisadoras, ilustram dois modos como os filmes infantis “constroem a heterossexualidade”: por meio de “representações de amor romântico hetero como excepcionais, poderosos, transformativos e mágicos”, e “representações de interações entre corpos sexuais em que os personagens do sexo feminino são sujeitos ao olhar atento dos personagens masculinos”.

“Os personagens apaixonados são cercados por música, flores, velas, magia, fogo, balões, roupas, luzes diminuídas, danças e banquetes cuidadosamente feitos”, observaram as pesquisadoras. “Vagalumes, borboletas, pôr-do-sol, vento e a beleza e o poder da natureza muitas vezes fornecem o ambiente — e uma conexão para a naturalidade — do amor romântico hetero”.

O comunicado à imprensa de MPS sobre a pesquisa culpou o que chamaram das “velhas idéias” de relacionamentos românticos, especificamente aqueles que se acham nos contos de fadas dos Irmãos Grimm. Esses contos em muitos exemplos inspiraram o enredo dos filmes para “tais representações pesadamente heterossexuais e glorificaram representações de relacionamentos heterossexuais”.

A equipe diz que os resultados apontam para a questão de que a heterossexualidade alcançou uma “condição que ninguém questiona” “porque o romance hetero é mostrado como poderoso”.

“As construções comuns e excepcionais de filmes heterossexuais trabalham para normalizar sua condição porque fica difícil imaginar qualquer coisa diferente dessa forma de relacionamento social ou qualquer um fora desses compromissos”, concluíram elas.

“Esses filmes fornecem representações poderosas de uma heterossexualidade complexa e predominante que provavelmente facilita a reprodução da heteronormalidade”.

O comunicado à imprensa de MPS concluiu: “O Presidente Obama declarou que junho é o Mês do Orgulho Gay, mas os filmes e desenhos para crianças continuam a perpetuar uma mensagem menos inclusiva, deixando os que estão de fora de seus limites com pouco com que construir seus próprios sonhos de um final feliz”.

A especialidade em sexualidade Dra. Judith Reisman disse para LifeSiteNews ontem que o estudo “politicamente correto” revela “a dominação crescente da heterofobia nos meios acadêmicos e a propagação de heterófobos entre os profissionais do sexo feminino”.

“Agora, se as Damas da Sociedade de Sociologia acharem que a pornografia está se tornando a heteronorma e que a Disney está contribuindo para essa forma do que é realmente heterofobia, elas poderiam ter algo mais a defender”, comentou Reisman.

“Contudo, as Damas da Sociedade de Sociologia parecem favorecer a propaganda homoerótica infantil, conforme dita a atua linha partidária dos meios acadêmicos”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Veja o artigo original aqui: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jun/09062404.html

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Não houve “golpe de Estado” em Honduras

Junho 30, 2009

Mídia Sem Máscara.

Graça Salgueiro | 30 Junho 2009
Notícias Faltantes Foro de São Paulo


Terroristas-zelaya-nicaraguaOra, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por “delito de traição à Pátria”, e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.

Tegucigalpa, capital de Honduras, amanheceu ontem em polvorosa, quando militares do Exército invadiram às 5 h. da manhã o palácio presidencial, tiraram de lá o presidente Manuel Zelaya e o despacharam para a Costa Rica. Este gesto heróico e histórico visava a evitar que se realizasse um referendo, convocado ilegalmente por Zelaya para a criação de uma Assembléia Constituinte, cuja meta era anular a Constituição de 1982 e em seu lugar criar uma nova que permitisse a reeleição presidencial indefinidamente.

Zelaya foi eleito em 2006, através de eleições limpas e democráticas, pelo Partido Liberal (de direita), e realizava um governo normal até ser picado pelo ferrão de Chávez; com isso deu uma guinada de 360% em sua postura político-ideológica causando estranheza até em seus correligionários. Chávez o convenceu a participar da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) e a partir de então, através de favores, começou o monitoramento. Zelaya tornou-se “bolivariano”, foi a Cuba lamber as botas de Fidel que não lhe poupou elogios, e passou a alimentar a idéia totalitária de perpetuar-se no poder como já está concretizado na Venezuela e na Bolívia.A Constituição hondurenha não permite reeleição e é muito clara em seu posicionamento a quem descumpra tal determinação, conforme atestam os artigos abaixo:

“ARTIGO 4 – A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercida por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem relações de subordinação.

A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.

ARTIGO 42 – A qualidade de cidadão se perde:

1. Por prestar serviços em tempo de guerra a inimigos de Honduras ou de seus aliados;

2. Por prestar ajuda contra o Estado de Honduras, a um estrangeiro ou a um governo estrangeiro em qualquer reclamação diplomática ou ante um tribunal internacional;

3. Por desempenhar no país, sem licença do Congresso Nacional, emprego de nação estrangeira, do ramo militar ou de caráter político;

4. Por restringir a liberdade de sufrágio, adulterar documentos eleitorais ou empregar meios fraudulentos para burlar a vontade popular;

5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República, e,

6. Por residir os hondurenhos naturalizados, por mais de dois anos consecutivos no estrangeiro, sem prévia autorização do Poder Executivo.

Nos casos a que se referem os incisos 1 e 2, a declaração da perda da cidadania será feita pelo Congresso Nacional, mediante expediente circunstanciado que se faça para o efeito. Para os casos dos incisos 3 e 6, tal declaração será feita pelo Poder Executivo mediante acordo governativo; e para os casos dos incisos 4 e 5, também por acordo governativo, anterior à sentença condenatória ordenada pelos tribunais competentes”.

Ora, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por “delito de traição à Pátria”, e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.

Apesar de todas essas evidências, quando os militares depuseram Manuel Zelaya do cargo que – a partir de então – ocupava ilegalmente, em defesa da Constituição, do Estado de Direito, do império da Lei e da garantia da Ordem, Chávez encabeçou um movimento junto com seus capachos Ortega e Correa, chamando o ato legítimo de “golpe de Estado”. Imediatamente, como rastilho de pólvora, todos os outros camaradas pertencentes à ALBA e ao Foro de São Paulo saíram em defesa da “restituição imediata de Zelaya ao seu legítimo posto de presidente”.

As declarações dadas por Lula, Correa, Ortega, Fidel e Chávez beiram a insanidade, sobretudo porque nenhum deles tem moral para acusar de “golpistas” àqueles que apenas fizeram valer o direito constitucional, além de serem eles mesmos golpistas em seus países. Chávez deu dois golpes de Estado, deixando mais de 30 mortos e centenas de feridos antes de chegar legalmente ao poder; Ortega idem, com seu terrorismo sandinista e Fidel, o que dizer deste abominável excremento humano que até hoje mantém um país inteiro seqüestrado desde há 50 malditos anos?

Hillary Clinton declarou que “Isto deve ser condenado por todos. Chamamos todas as partes em Honduras a respeitar a ordem constitucional e o império da lei”, mas esta comunista ordinária sabia o que pretendia o deposto Zelaya para fazer afirmação mais estúpida e desconectada da realidade? Lula, por sua vez, disse que “Não podemos aceitar mais, na América Latina, que alguém queira resolver seu problema de poder pela via do golpe”, mas o que tem feito há dez anos seu amigo golpista e mentor de todos os delinqüentes, Hugo Chávez, sempre com seu irrestrito apoio? Quando o golpe – de fato – é dado pelas esquerdas, tudo é correto e aceitável; entretanto, quando aqueles que respeitam as Leis e a Ordem se insurgem contra os querem destruí-las, estes psicopatas são os primeiros a causar tumulto e a incitar o povo à rebelião.

Hoje, reunidos na Nicarágua já com o presidente deposto (que chegou num avião enviado expressamente pelo governo da Venezuela – a revelia do povo venezuelano), Chávez, Ortega e Correa chamaram os defensores de Zelaya “à rebelião contra os golpistas”. Segundo Correa, “Os soldados, jovens e os oficiais não comprometidos com a oligarquia não têm porque obedecer ordens ilegais, e por isso devem se rebelar contra essa cúpula corrupta”. Chávez foi mais longe: “Eu tenho certeza de que aos golpistas de Honduras e a esse presidente espúrio e usurpador e os que o apóiam, lhes esperam a mesma sorte que a oligarquia venezuelana”. Isto não é crime previsto em lei? Não existe aí uma ameaça velada?

Ademais, o presidente Micheletti assegurou que 12 assessores nicaragüenses e venezuelanos chegaram a Honduras para colaborar com Zelaya e foram recebidos por pessoal da Casa Presidencial, e que o material eleitoral que seria utilizado ontem no referendo chegou ao país em aviões venezuelanos, segundo informações da Força Aérea Hondurenha. Isto não é ingerência nos assuntos internos de outro país ou Chávez já considera Honduras mais um “quintal” seu?

Por seu lado, a União Européia qualificou de “inaceitável” o derrocamento do governo hondurenho, enquanto Barak Obama declarou que o ocorrido neste fim de semana é “um golpe de Estado ilegal e que Manuel Zelaya continua sendo o presidente legítimo do país centro-americano”. José Miguel Insulza, secretário geral da OEA, disse que “esse organismo está disposto a um diálogo com Honduras unicamente se Zelaya for restituído como presidente”, reiterando que no continente “os militares golpistas não têm cabimento”. Por outro lado, o presidente da Assembléia Geral da ONU, o “ex” terrorista sandinista Miguel D’Escoto convidou Zelaya à Assembléia tão logo seja possível. E a rebelião de fato já começou, com os defensores de Zelaya descumprindo acintosamente o toque de recolher, depredando os arredores do Palácio, queimando pneus e afrontando a Polícia que está reagindo apenas com a dispersão através de bombas de gás lacrimogêneo.

O bispo auxiliar de Tegucigalpa, Dom Darwin Andino, com uma visão bastante lúcida da realidade declarou que “o país não pode se entregar ao chavismo”, não escondendo sua preocupação ao perceber que “em Honduras está se dando o mesmo que se deu na Venezuela, na Bolívia e no Equador ao somar-se às iniciativas políticas de Chávez. Daqui eu vejo tudo na mão do presidente venezuelano Hugo Chávez, e o país não pode se entregar ao chavismo nem a ninguém, pois queremos continuar sendo livres e independentes”.

Diante da afronta internacional que vem sofrendo o presidente empossado, Roberto Micheletti declarou que “não se rompeu a ordem institucional; temos feito o que manda a lei”, no que é respaldado pela Corte Suprema de Honduras que declarou em um comunicado: “As Forças Armadas, como defensoras do império da Constituição, atuaram em defesa do Estado de Direito, obrigando a cumprir as disposições legais aos que publicamente manifestaram e atuaram contra as disposições da Carta Magna”.

E eu já estava encerrando este artigo quando chega a confirmação, através de uma carta que o presidente do PRD (Partido da Revolução Democrática – de extrema esquerda) do México enviou à embaixadora hondurenha naquele país, de que por trás desse exagerado apoio à ilegalidade estão a OEA, o Grupo do Rio, a ONU, a União Européia, a Internacional Socialista e o Foro de São Paulo, organizações que reúnem a escória política do mundo.

Honduras é um país pequeno, pobre e fraco, apesar de ter militares e políticos dignos que provaram com esta atitude que nem todos se deixam intimidar por delinqüentes arrogantes como Chávez e sua gang internacional. Entretanto, a pressão exercida desde fora está sendo muito grande e intensiva, pois uma coisa que as esquerdas têm décadas de prática – e por isto exercem muito bem – é em mobilização de massas; eles sabem como esmagar o inimigo, comprando consciências, difamando, distorcendo fatos, plantando desinformação. Oxalá o novo presidente e suas gloriosas Forças Armadas possam resistir com bravura a tantos ataques de uma só vez e de todos os lados, pois o que Chávez e esses grupos coordenados pelo Foro de São Paulo pretendem é repetir o que ocorreu na Venezuela em 11 de abril de 2002, em que Chávez acabou voltando ao poder. Se isto acontecer e Zelaya voltar, o massacre vai ser grande, a repressão aos opositores vai ser violenta e os hondurenhos podem dar adeus à democracia. Os venezuelanos que me desmintam se puderem…


A Liberdade de Expressão como um Direito de Propriedade

Junho 30, 2009

Mídia Sem Máscara

Klauber Cristofen Pires | 30 Junho 2009
Artigos Direito

(inspirado no livro Ethics of Liberty, de Murray N. Rothbard)

Quando falamos sobre liberdade, é usual nos referirmos a alguma liberdade específica: liberdade de opinião e de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade intelectual e artística, liberdades do mar, e assim por diante.

Talvez porque a conquista da liberdade tenha se dado de forma tão sofrida, obtida com tanto sacrifício, depois de tanto sangue derramado, e depois de pelo menos três milênios desde que tal conceito tenha começado a ganhar significado, é que hoje usufruamos de, digamos assim, tantas destas.

Nada mal, e nem seria justo criticar quem no passado tenha lutado com tanto sacrifício por qualquer uma. Entretanto, talvez seja a hora de darmos um passo adiante, para compreendermos melhor a doutrina da liberdade, no que tange à sua amplitude e aplicação.

Segundo os austríacos, não há que se falar em liberdades “para alguma coisa”. Para eles, a liberdade é um direito pleno do ser humano, de tal modo que, houvéramos nascido em um mundo idealmente livre, tal palavra nem sequer teria existência em nossos dicionários. A liberdade é o nosso estado natural, não fazendo sentido, pois, como desejamos tratar adiante neste artigo, da chamada “liberdade de expressão”.

Sobre o que vamos discorrer agora é de suprema importância quando percebemos que, lado a lado com cada liberdade específica, surgem logo as exceções e restrições, e às vezes, até mesmo injustificáveis privilégios. Eis aí o problema: quando as liberdades são tratadas em separado, de forma específica, surgem desde logo as tentações para cerceá-las, justamente por que assim fica mais fácil. A liberdade específica não é encarada como um estado natural do indivíduo, mas como uma concessão do estado, mais propriamente, algo que possa ser regulamentado “em prol do interesse público”.

Se nos detivermos no problema da liberdade de expressão, veremos onde chegamos ao tratarmos de forma tão equivocada a questão da liberdade. Nossa Constituição, por exemplo, é “danadinha” neste aspecto. Somente em relação à liberdade de expressão, há, por exemplo, o direito de reunião, que autoriza as pessoas a se aglomerarem em qualquer via pública, não sendo para tanto, mais que necessário, avisar com antecedência o poder público. Só por causa disto, usualmente os cidadãos das grandes cidades ficam prejudicados, ou mais propriamente, têm o direito de ir e vir seqüestrado por gente que entende que suas reivindicações políticas ou salariais são mais importantes que os direitos jurídicos já consolidados de milhares de outros. Vejam que incongruência: reivindicar direitos é mais importante que respeitar os já consolidados!

Também a liberdade de expressão fica cerceada quando o estado começa a inventar coisas como diploma de jornalismo, conselho de jornalismo, e que tais. Ora, esta profissão se vale da expressão como ferramenta de trabalho, mas não há absolutamente nada – em termos de fundamento – que deva proibir qualquer pessoa de transmitir notícias e opiniões, e são prova disso tanto os blogs, que exponenciaram aos céus tal possibilidade, quanto o currículo de alguns dos maiores jornalistas de nosso país, que jamais obtiveram diploma ou foram sindicalizados.

O grande problema da liberdade tratada de forma específica, e no caso do assunto aqui em tela, ou seja, a liberdade de expressão – é que, por ser categorizada de forma errônea, surgem cada vez mais casos onde exceções e restrições se façam necessárias, oferecendo com isto o pretexto para os seus inimigos defenderem seu controle ou até mesmo a sua extinção. Imaginemos, por exemplo, se no meio da execução da ópera Aída, alguém decidisse, de dentro da platéia, começar a cantar o tico-tico no fubá. A rigor, tal pessoa estaria exercendo a sua liberdade de expressão também. Contudo, alguma coisa, meio que intuitiva, nos avisa que, embora cantar o “tico-tico lá, o tico-tico cá..” não seja exatamente uma coisa feia, errada se torna no meio de um teatro.  Imaginemos, ainda, um caso mais usual, quando observamos a má conduta de algumas pessoas, sobretudo estudantes, em eventos tais como congressos e seminários, a tal ponto que muitas vezes logram êxito em inviabilizar-lhes a realização.

Entre os liberais austríacos, todos estes entraves são resolvidos a partir de uma perspectiva bem diferente. Sem nem sequer pensar em restringir a liberdade de ninguém, o que entendemos por “liberdade de expressão”, por eles é tratada segundo o direito de propriedade! De uma só tacada, todos os problemas assim desaparecem. Isto porque, o que se vai dizer, quem vai dizê-lo e o modo como será dito são determinados pelo dono do evento! Simples assim!

Então vejamos: se eu compro um ingresso de cinema, na mesma hora eu faço a minha adesão a um contrato. Este contrato estabelece algumas normas: não usar o celular, não tirar fotografias, não importunar a sessão. Quem quer que pense em cantar lá o tico-tico, estará não intuitivamente, mas objetivamente quebrando o contrato, e autorizando o dono a usar da força, se necessário, para colocar esta pessoa para fora. Em eventos do tipo reunião, dá-se o mesmo: em um congresso de médicos, não há quem tenha o direito de protestar contra o desmatamento da Amazônia, ou mesmo sobre questões que em aparência digam respeito, como por exemplo, a questão do uso de células-tronco, se os donos do evento não tiverem previsto a abordagem de tal assunto. Quem quer que deseje protestar contra o desmatamento da Amazônia ou o uso das células-tronco, que monte seu próprio evento!

No caso dos bens públicos, o problema se torna um pouco mais difícil de resolver, mas isto justamente é porque temos esta entidade chamada estado. Mas ainda assim, é um problema apenas aparente. Bem entendida a questão da liberdade de expressão, isto é, como decorrente do direito de propriedade, torna-se claro que determinadas atividades hoje exercidas pelo estado nem sequer deveriam existir, tais como tv’s públicas, patrocínios a filmes e peças de teatro, etc. Todas estas manifestações intelectuais e artísticas deveriam estar a cargo exclusivo das mãos privadas.

Já quanto aos bens públicos, propriamente, o seu uso deveria estar restrito à finalidade precípua para o qual foram criados. No caso de grandes avenidas, torna-se evidente que é uma injustiça que alguns cidadãos, para reivindicarem direitos, seqüestrem os já existentes dos demais, sendo que eles podem usar espaços tais como as praças públicas, inclusive os coretos que nelas abundam, sem uso. De outra forma, se outro evento já existe em algum destes lugares, ainda assim o direito de propriedade, usado de forma análoga, pode ser usado, para definir como o possuidor de direito aquele que ocupou o determinado espaço antes (apropriação original).

Obs.: Desde que traduzi o livro “A Theory of Capitalism and Socialism”, decidi que não escrevo mais estado com a inicial maiúscula. Obrigado pela compreensão.

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Artigo – Olavo de Carvalho

Junho 30, 2009

Ameaça ostensiva

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 29 de junho de 2009

O colunista Bob Herbert – aquele mesmo segundo o qual John McCain não parou de fazer insinuações racistas durante a campanha eleitoral de 2008, embora o restante da espécie humana não as ouvisse – publicou no New York Times do último dia 20 um artigo bastante esclarecedor. Esclarecedor mesmo: basta lê-lo para compreender por que aquele jornal vai diminuindo de tiragem a cada ano e já está à beira da falência, tendo sido obrigado a arrendar metade do seu edifício-sede para arcar com seus custos de produção.

O artigo, é óbvio, não fala de nada disso. Apenas exemplifica, ao tratar de assunto completamente diverso, o tipo de demagogia alucinada que a publicação do sr. Sulzberger passou a aceitar como jornalismo desde há mais de uma década, pagando esse capricho de esquerdista rico com uma desmoralização aparentemente irreversível. Desmoralização que só os jornalistas brasileiros não notaram, pelo simples fato de que em geral nada lêem da mídia estrangeira exceto o próprio New York Times (e o Monde Diplomatique, que é mais mentiroso ainda). Mas não há nisso nada de inusitado: a degradação do NYT, afinal, não completou o prazo regulamentar de trinta anos exigido para que os fatos do mundo sensibilizem o cérebro nacional.

Herbert assegura que os três crimes mais chocantes ocorridos no território americano nas últimas semanas – os assassinatos do médico abortista Tiller, de três policiais em Pittsburgh e de um guarda do Museu do Holocausto em Washington D.C. – foram causados pela propaganda direitista contra o governo Obama.

Ele alerta às autoridades que os “ataques foram motivados pelo ódio direitista: são apenas o começo e o pior está por vir” – donde se conclui facilmente que o governo precisa fazer alguma coisa para tapar a boca dos agitadores, especialmente, segundo Herbert, a National Rifle Association (NRA), cujo presidente, Wayne La Pierre, exorta continuamente os membros da entidade a lutar contra qualquer tentativa governamental de privá-los de suas armas de fogo.

Vamos agora aos fatos:

1. Segundo a polícia, o assassino do dr. Tiller não é militante de nenhuma organização anti-abortista, cristã ou conservadora: é um doente mental, já cometeu outros crimes e não disse uma só palavra que sugerisse motivações morais ou ideológicas. É até possível – mera suposição, que Herbert toma como certeza absoluta – que ele tenha reagido, de maneira insana, à notícia de que o médico era responsável pelas mortes de milhares de crianças, muitas delas saudáveis e completamente formadas, já no nono mês de gestação; mas essa notícia não é propaganda direitista de maneira alguma: é um fato reconhecido por toda a mídia e alardeado, com orgulho, pelo próprio Tiller, sob o nome de socorro humanitário a pobres mulheres privadas do conhecimento das camisinhas ou dos benefícios incalculáveis da esterilização preventiva. Caso as organizações anti-aborto estivessem mesmo induzindo alguém à prática da violência, os primeiros a atender a esse apelo deveriam ser seus próprios militantes. Estranha propaganda, essa, que nenhum efeito exerce sobre seu público-alvo mas vai influenciar, à distância, um maluco que jamais mostrou qualquer interesse pela causa anti-abortista! O mesmo fenômeno observa-se, aliás, na NRA: seus milhões de membros armados até os dentes insistem em não cometer crime algum, deixando irresponsavelmente essa tarefa para pessoas de miolo mole que jamais freqüentaram a organização.

2. O autor dos disparos no Museu do Holocausto foi retratado pela mídia como um fanático anti-semita, coisa que ele é mesmo. Mas ele é também um evolucionista roxo e anticristão odiento – um dado cuidadosamente omitido não só por Herbert mas também pela seção noticiosa do New York Times, e que por si já basta para mostrar que o criminoso nada tem a ver com a direita americana; direita que, para a desgraça total das especulações herbertianas, é tão notoriamente pró-judaica que os esquerdistas em massa a acusam de ser um bando de vendidos à “internacional sionista”. Herbert repete o engodo de Michael Moore, que, para lançar sobre os conservadores a culpa moral pelo massacre de Columbine, omitiu de propósito a informação de que os autores do crime o cometeram num acesso de ódio ao cristianismo. O mesmo truque sujo foi usado no caso da Virginia Tech, quando a grande mídia unânime escondeu do público que o assassino, um imigrante coreano, fora doutrinado por uma professora esquerdista, militante black radical, na base do slogan “Morte aos brancos, morte aos judeus”. Quando a inspiração ideológica é direta, comprovada, explícita e vem da esquerda, é preciso escondê-la a todo custo, inventando, em contrapartida, as mais artificiosas associações de idéias para criminalizar cristãos e conservadores. Herbert não é, nisso, nem um pouco original: segue a regra estabelecida.

3. Quanto ao assassino dos três policiais, o site de fiscalização midiática Slate, confrontando as várias notícias, concluiu que não há como classificar o sujeito de extremista, seja de direita, seja de esquerda, já que ele é uma cabeça confusa demais para compreender o sentido político do que faz. Embora ele tenha declarado temer o desarmamento forçado da população, não consta que ele jamais tivesse lido a respeito em revistas ou folhetos da NRA. A única fonte que ele citou sobre o assunto foi o site neonazista Stormfront, publicação tão representativa da direita americana que chega a rotular Obama de conspirador sionista, enquanto os sionistas de verdade e os conservadores em peso preferem julgá-lo, como disse recentemente Morton Klein (líder da Zionist Organization of America), “o presidente americano mais anti-Israel de todos os tempos”, empenhado, segundo o rabino Pomerantz, em “criar um clima de ódio contra os judeus”.

Forçando a especulação de intenções sutis até o último limite da inversão completa, Herbert procura persuadir os leitores de que a pregação conservadora é uma ameaça potencial à segurança pública dos EUA (aviso que chega a ser psicótico numa época em que americanos são mortos todas as semanas sob os aplausos da esquerda mundial), mas não consegue esconder que seu apelo ostensivo à ação governamental contra esses alegados subversivos é uma ameaça real e presente ao direito de livre expressão. Tendo em vista os esforços da esquerda democrata para restaurar a Fairness Doctrine e tirar dos conservadores metade do tempo que eles têm no rádio, torna-se uma simples questão de realismo parafrasear o próprio Herbert e concluir que essa ameaça “é apenas o começo e o pior está por vir”.

Neste e em outros artigos, Herbert pinta os EUA como nação recordista de crimes violentos, causados – é claro! – pelos milhões de armas legais nas mãos de seus cidadãos. Mas o curioso não é que ele apele a esse estereótipo bocó: o anti-americanismo interno prima por evitar comparações internacionais que o desmentiriam no ato (por exemplo, a criminalidade na Inglaterra multiplicando-se por quatro desde a proibição das armas de fogo). O curioso é que, lido num país como o nosso, que tem dez vezes mais crimes violentos do que os EUA, com metade da sua população e um número ínfimo de armas legais, o besteirol de Herbert não suscite automaticamente, pela simples confrontação dos números, o riso de escárnio que merece, e sim o respeito e a consideração devidos ao jornalismo sério.